Cutas 22

Cutas 22

postado em 09/01/2018 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
; Lago Paranoá
Orla desobstruída

A desobstrução da orla do Lago Paranoá chegou ao fim, afirmou, ontem, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis). O órgão deve divulgar, ainda esta semana, um balanço completo da operação, iniciada em 24 de agosto de 2015 e interrompida diversas vezes, por conta de processos judiciais. Até novembro, foram feitas ações em 429 lotes ; 139 no Lago Norte e 290 no Lago Sul. De acordo com a Agefis, o custo das operações é de responsabilidade de quem ocupava irregularmente as áreas. Após executar a desobstrução e calcular o valor, a agência envia um boleto ao responsável. Em alguns casos, os próprios moradores obedeceram à notificação e recuaram suas cercas, não havendo a necessidade de cobrança. O próximo passo é definir as atrações a serem instaladas no local. Estão abertas as inscrições para o concurso do Masterplan da Orla do Lago Paranoá, projeto para a apresentação de propostas destinadas à ocupação do espaço. Podem participar iniciativas que atuam com a elaboração de projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos. Interessadas em participar devem acessar o site do concurso e realizar a inscrição gratuitamente até 23 de fevereiro. O julgamento ocorrerá entre os dias 17 e 20 de abril, e o resultado será anunciado no dia 21, aniversário de Brasília.


; Violência
Crescem os estupros

O ano de 2017 encerrou com alta de 32,4% de estupros, no Distrito Federal. De janeiro a dezembro, houve 883 ocorrências, contra 667 em 2016. Mas nem todas as queixas de 2017 são de atos consumados. Em razão de uma maior consciência e do reconhecimento do que é o estupro, as mulheres têm procurado mais ajuda. Outro fator, segundo especialistas, é a ampliação daquilo que se caracteriza como estupro. Pela lei, ele não se resume só ao ato sexual. Mesmo assim a quantidade de estupros consumados aumentou. Passou de 616 em 2016 para 687 no ano passado: um salto de 12%. O acumulado de janeiro a dezembro de 2017 seguiu a tendência do que aconteceu mês a mês no DF. O crime chegou a ser o único que continuou crescendo na capital. Em todo o ano, 55% dos estupros ocorreram sem conjunção carnal e 39% dos crimes ocorreram na casa da vítima ou do autor. Em 59% dos casos, havia vínculo entre a vítima e o estuprador, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O balanço criminal de 2017 foi divulgado ontem pela Secretaria de Segurança Pública. Conforme o Correio antecipou no sábado, o número de pessoas assassinadas na capital caiu 15,7% em 2017, quando houve 498 mortes, contra 591 em 2016. Esse é o menor número de ocorrências dos últimos 15 anos ; em 2002, houve 497 casos. Proporcionalmente ao número de habitantes, a quantidade de homicídios no ano passado também é a menor em quase três décadas. Houve 16,3 casos para cada grupo de 100 mil moradores. Em 1988, a taxa foi de 15,2. Os casos de latrocínio também reduziram. Passaram de 44 em 2016 para 36 em 2017: uma diminuição de 18,2%. Mas, em compensação, os registros de lesão corporal seguida de morte se mantiveram. Houve cinco casos em janeiro a dezembro de 2017: o mesmo número em 2016.


; Prem Baba
Palestra gratuita

O líder humanitário e espiritual Sri Prem Baba chega à cidade neste fim de semana para um seminário internacional sobre o uso da água. Em uma palestra gratuita, Sri Prem Baba vai falar sobre a cultura de paz e o compartilhamento da água entre povos e nações. O evento, marcado para quinta e sexta-feira, no Museu Nacional da República, é uma preparação para o 8; Fórum Mundial da Água, que será realizado em março na capital federal. Além da presença de Sri Prem Baba, o Seminário Internacional Águas pela Paz inclui apresentações culturais, palestras, oficinas e debates com pesquisadores, políticos, empresários e representantes da sociedade civil. A proposta é discutir a preservação dos recursos hídricos no planeta. Todas as atividades são abertas ao público. O encontro terá seis macrotemas que envolvem discussões sobre água e ética, direitos humanos, sustentabilidade, educação, inovação e paz no relacionamento com recursos hídricos em todo o mundo.

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