Jornada com as estrelas

Jornada com as estrelas

Ídolos da modalidade emprestam a imagem ou colocam a mão na massa em equipes recém-formadas que disputam a Superliga B, competição de acesso à elite. A edição masculina do torneio começa amanhã

Maíra Nunes
postado em 19/01/2018 00:00
 (foto: Silvio Avila/CBV - 13/7/08
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(foto: Silvio Avila/CBV - 13/7/08 )




Torneio de acesso à elite do vôlei brasileiro, a Superliga B conta com participações de medalhistas olímpicos nos bastidores de equipes recém-formadas. Mesmo atuando na Turquia, pelo Halkbank, o ponteiro Lipe, ouro nos Jogos do Rio-2016, é padrinho do Vôlei Ribeirão Preto, adversário da Upis-DF na partida de abertura da competição masculina, amanhã, às 17h, no Ginásio da AABB em Brasília. Na segunda divisão, há ainda um time no qual a ex-oposta Elisângela assume questões administrativas, e clube com o campeão olímpico André Nascimento no elenco.

Todos se enquadram na categoria de ídolos consagrados que ajudam a consolidar novas equipes. Eles proporcionam mais empregos e constroem uma aproximação do vôlei com torcedores de cidades que, muitas vezes, não contam com times na modalidade.

André Nascimento, por exemplo, sagrou-se campeão olímpico nos Jogos de Atenas-2004 aos 25 anos. Quatro temporadas depois, ele ganhou a sua segunda medalha olímpica, uma prata nos Jogos de Pequim-2008. Aos 38, o jogador admite estar perto de parar. Em processo de transição, busca retribuir o que o esporte lhe proporcionou fortalecendo o Vôlei Um Itapetininga, de São Paulo, na busca por uma vaga na elite nacional.

O jogador, no entanto, não se limita a emprestar o status de campeão olímpico ao time paulista, idealizado pelo colega Rodrigo Moraes, com quem atuou em 1996/1997. ;Quero contribuir com minha imagem e experiência para o projeto em si, mas também para a equipe dentro de quadra;, ressalta, que estreará com o grupo nesta temporada.

Gestora
Cooperar com a modalidade é o que faz também Elisângela, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Sydney-2000. Recém-aposentada, ela deu início a um projeto voltado para categorias de base em Londrina, sua cidade natal. ;O sucesso foi tanto que resolvemos avançar;, orgulha-se.

Ao deixar as quadras, com 37 anos, Elisângela jura que não teve saudade de jogar. ;Mas sentia falta da convivência, do dia a dia, de estar me divertindo, porque o esporte é uma diversão;, admite. Com a ex-oposta envolvida na parte administrativa, o Vôlei Positivo se tornou um time profissional. Assim, ela voltou a vivenciar a rotina das quadras. Todos os dias, dá uma espiada nos treinos. ;A carreira de atleta é curta, só que acabamos fazendo isso a vida inteira;, frisa.

Na opinião da agora gestora do Vôlei Positivo, a Superliga B é importante para as equipes desenvolverem uma noção sobre orçamento e adquirirem experiência de como funciona um campeonato nacional. ;Eu falo ao time que, quando formos para a Superliga A, estará tudo mais fácil pelo aprendizado que estamos tendo agora;, conta Elisângela. ;Quero que esse time seja diferente por ter gestão de uma ex-atleta.; Ela esclarece não almejar um clube de grandes estrelas, mas sim um projeto autêntico. Além disso, mira uma vaga na elite.



;Quero que esse time seja diferente por ter gestão de uma ex-atleta;
Elisângela, ex-oposta

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