Moto estava a 245 km/h no Eixo

Moto estava a 245 km/h no Eixo

» Isa Stacciarini
postado em 19/01/2018 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 29/10/17)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 29/10/17)


O motociclista que atropelou e matou uma servidora do Governo do Distrito Federal, no Eixo Monumental, ao lado do Palácio do Planalto, estava a 245 km/h na hora da colisão. As informações são do laudo da Polícia Civil, divulgado ontem. O acidente ocorreu por volta das 18h de 29 de outubro.

Ao avistar a moto, Beatriz de Souza Santos, 56 anos, tentou correr, mas não deu tempo. O impacto do atropelamento foi tão forte que a mulher teve a perna direita decepada. Após atropelar a servidora da Secretaria de Cultura, Rogério Soares Carvalho Silva, 38 anos, militar do Exército Brasileiro, perdeu o controle do veículo e acertou a parada de ônibus que fica entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

A motocicleta só parou após atingir um bueiro. Os destroços dela ficaram espalhados pela via. A maior parte do veículo parou a 130m de distância do ponto onde atingiu a pedestre. Não havia ninguém na garupa da motocicleta. O militar também morreu.

Rogério chegou a ser socorrido no Hospital de Base do Distrito Federal, mas não resistiu aos ferimentos. No laudo consta que ele teve politraumatismo. No dia do acidente, testemunhas disseram aos investigadores que o veículo seguia em alta velocidade, bem acima do limite da via, 60km/h.

Sem droga

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) fizeram exames no local do acidente, em 22 de dezembro. O documento que traz o resultado da análise, em 11 folhas, relata que a motocicleta, uma Kawasaki Ninja ZX 10 R, podia chegar a 300 km/h. O laudo é peça importante do inquérito, que está na 5; Delegacia de Polícia (Setor Central).

Outro documento, este elaborado por peritos do Instituto de Medicina Legal (IML), confirmou que o motociclista não estava sob efeito de álcool nem de outra droga. Com a conclusão da investigação, a expectativa é que o caso seja remetido à Justiça em até 20 dias. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) pode decidir pela extinção da punibilidade, uma vez que o responsável pela tragédia não sobreviveu.

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