Macacos morreram em 10 cidades do DF

Macacos morreram em 10 cidades do DF

» Otávio Augusto
postado em 01/02/2018 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


A Secretaria de Saúde investiga a morte de 15 macacos no Distrito Federal. As autoridades sanitárias querem saber se os animais estão infectados com o vírus da febre amarela. Ao menos 10 cidades registraram óbitos de primatas. Há ainda 12 pessoas com a suspeita da doença na capital. Ocorreu uma morte na primeira semana do ano.

A pasta ressalta que 86% da população da cidade está vacinada contra o vírus. Só no ano passado, 207 mil pessoas receberam doses do imunobiológico. Em janeiro, o Ministério da Saúde enviou ao DF 20 mil doses da vacina. Precisam ser imunizadas crianças a partir de nove meses e adultos de até 59 anos.

A vacina é contraindicada para grávidas, idosos, portadores de HIV, pacientes com leucemia e linfoma, além das pessoas que fazem quimioterapia e radioterapia, e alérgicos a ovos e a antibióticos. Mulheres que amamentam crianças com menos de 6 meses devem ser submetidas à avaliação médica para analisar os riscos e os benefícios da imunização.

Mapa

Segundo a Vigilância Ambiental, 24 macacos ; sendo 21 encontrados no DF e três nos municípios goianos de Valparaíso, Santo Antônio do Descoberto e Novo Gama ; foram achados mortos. Em oito deles, a presença do vírus foi descartada. Em 2016, a Saúde recolheu 56 macacos mortos. Em 2017, foram 155. Nenhum deles estava infectado com o vírus.

Lago Sul, Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião, Vicente Pires, Jardim Botânico, Lago Norte e Itapoã registraram a morte de um macaco cada. Guará, Planaltina e a Universidade de Brasília (UnB) notificaram dois óbitos cada um. Quatro animais foram capturados sem vida no Park Way e três em Águas Claras.

As mortes ocorreram em maior volume em primatas da espécie Callithrix, conhecida como saguis. Esses animais são predominantes no Centro-Oeste brasileiro, sendo comumente encontrados em parques e reservas ambientais.
Os casos são investigados pelo Laboratório Regional de Diagnóstico para Febre Amarela em Primatas Não Humanos ; uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Secretaria de Saúde. A unidade é referência no Centro-Oeste. Apenas ontem, chegaram cinco primatas encontrados mortos no DF e 11 amostras de animais vindos de Goiás.

Vítimas

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP) ressaltam que os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus.
Esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção da febre amarela. Matar animais silvestres é crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n; 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e pagamento de multa de R$ 5 mil.

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