Brasília-DF

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postado em 14/02/2018 00:00

Os recados políticos da folia
Os prefeitos de Salvador, ACM Neto; e de São Paulo, João Doria; e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nem precisavam dar uma entrevista conjunta para fazer explodir o termômetro de perigo do PSDB. O gesto dos três desfilando lado a lado não deixou dúvidas para muitos tucanos: Dória é o preferido do DEM para o governo de São Paulo, assim como Rodrigo Maia tem o aval do seu partido para concorrer à Presidência da República. Nessa batida de samba, axé e pagode paulista chegará o momento em que ficará difícil o recuo da bateria do DEM para deixar os tucanos se apresentarem com mais desenvoltura na avenida eleitoral. O PSDB ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer que ele comece a caminhar logo, antes que seja tarde.

Em tempo: Alckmin foi convidado a dar o ar da graça nos carnavais Brasil afora. Recusou. Disse que nunca tinha feito o circuito Recife-Rio de Janeiro-Salvador e não seria agora, no papel de pré-candidato, que desfilaria por aí. Como não existe espaço vazio, Rodrigo aproveitou o momento. E, assim, vai esquentando os tamborins. O governador paulista, entretanto, está amarrado. Só desfilará livremente depois da prévia, em 4 de março. Até lá, Rodrigo está solto como pré-candidato de centro.

Que sirva de alerta
Parlamentares da base aliada vislumbram uma maioria expressiva para derrubar o veto do Refis para micros e pequenas empresas. Calculam ainda que o placar servirá como um recado ao governo: Tome muito cuidado com o que enviará ao Congresso nos próximos meses. A Casa não quer saber nem de aumento de imposto nem de despesa. Afinal, se algo acontecer, pode comprometer os recursos para as campanhas e para as emendas de deputados e senadores.

Nem vem I
Se o texto da reforma da Previdência for o mesmo que o relator Arthur Maia apresentou na semana passada, a proposta não irá sequer à votação. A ideia de muitos integrantes da base do governo é retirar o projeto de pauta.

Nem vem II
Ao longo das últimas semanas, parlamentares tentaram fazer com que o governo incluísse na proposta uma transição para quem ingressou no serviço público antes de 2003. Essa transição não veio. Logo, não terá votos.

Gato & rato/
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (foto), e o senador Fernando Bezerra Coelho brincaram de um perseguir o outro no carnaval. No Galo da Madrugada, sábado, o governador chegou e, minutos depois, lá vem o senador. Em Bezerros, no dia seguinte, foi a mesma coisa. Fernando Bezerra Coelho só não repetiu a dose em Nazaré da Mata, outro polo carnavalesco que sempre conta com a presença de políticos. Estava em outra cidade, em carreira solo.

Herdeiro/ Outro que circulou bastante no carnaval pernambucano foi João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos. Pré-candidato a deputado federal, João percorreu o circuito carnavalesco no estado e fez questão de sair dos camarotes e palcos para cumprimentar as pessoas. Passou no teste da popularidade. Se não sair do trilho, o jovem Campos vai longe.

Fim de festa.../ ; Início da agonia. É a vez da turma do Ministério Público e da Lava-Jato pedir passagem.
Na fila/ O primeiro da fila no quesito novas delações é o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Há quem diga que é por aí que a banda vai começar o enredo pós-carnaval.

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