Ana Maria Campos

Ana Maria Campos

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 22/02/2018 00:00
 (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

Governo vai dizer que culpa pelo desabamento do viaduto foi do DER/DF

Tem tudo para pegar fogo hoje a audiência pública na Câmara Legislativa sobre responsabilidades na queda do viaduto da Galeria dos Estados. Como ocorreu na semana passada no Senado, o ex-diretor-geral do DER/DF Henrique Luduvice está preparado para isentar o órgão de qualquer culpa pelo incidente e indicar a Novacap como omissa por não ter promovido a manutenção da obra que sofria pela deterioração e pela ação do tempo. Mas o governo está disposto a fazer um contra-ataque. O secretário de Infraestrutura e Obras, Antônio Coimbra, o presidente da Novacap, Júlio Menegotto, e o atual diretor-geral do DER, Márcio Buzzar, levarão documentos para tentar mostrar que Luduvice não tomou as providências que deveria no caso. Por isso, foi demitido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB).


Urgência na manutenção

O principal argumento da Novacap para rebater Henrique Luduvice é de que o artigo 57 do regimento interno do DER/DF atribui ao próprio departamento a obrigação pela manutenção de obras de artes especiais, que é o caso do viaduto em questão. No embate, os representantes do governo Rollemberg vão apontar que o DER/DF ressaltou em publicações no site do órgão a relação das obras especiais sob sua responsabilidade. Nesta lista, havia a referência de que o viaduto que desabou tinha ;urgência em manutenção;. Essa informação consta do sistema de gerenciamento de pontes e viadutos do próprio DER. Há ainda a tabela demonstrativa de despesas do departamento, que relaciona a disponibilidade de recursos. Havia dinheiro, mas a verba não teria sido aplicada na gestão de Luduvice, mesmo com a urgência na manutenção da obra.



Siga o dinheiro

R$ 5.901.523,75

Foi o montante gasto pelo GDF no ano passado com pagamentos de jetons em conselhos. Em 2016, o montante repassado chegou a R$ 6.407.618,63, segundo dados do Siggo (Sistema de Gestão Governamental do Orçamento)



TJDFT volta a julgar Martha Vargas
Está na pauta de hoje da 8; Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF o julgamento da apelação da delegada Martha Vargas na ação de improbidade administrativa em que foi condenada por supostas irregularidades na condução do inquérito sobre o triplo homicídio da 113 Sul. O relator é o desembargador Mário-Zam Belmiro. A sentença determinou a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por quatro anos e pagamento de multa. A delegada também responde pelo caso na esfera penal, onde recebeu uma pena de 16 anos de prisão por falsidade ideológica, fraude processual e tortura.



Preso na Papuda, ex-policial conquista regime semiaberto

Condenado a nove anos de prisão por extorsão, o policial civil Luiz Cláudio Nogueira de Souza conquistou o direito a progressão da pena para o regime semiaberto. O ex-agente que atuou na Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda desde março de 2013 por ter extorquido uma mulher. O juiz substituto da Vara de Execuções Penais do DF, Vinícius Santos Silva, autorizou a saída de Luiz Cláudio do presídio desde que consiga um trabalho externo. O magistrado levou em conta o artigo 112 da Lei de Execuções Penais, segundo o qual o benefício pode ser concedido quando o preso cumprir ao menos um sexto da pena no regime anterior e tiver bom comportamento carcerário. Por causa da condenação, Luiz Cláudio foi desligado dos quadros da Polícia Civil do DF. Ele teve a conduta investigada pela Corregedoria da própria corporação e por promotores de Justiça do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) do Ministério Público do DF.



Inquérito policial apura furto em empresa de ex-servidor do gabinete de Sandra Faraj

Além da denúncia por estelionato a que responde perante o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF, a deputada distrital Sandra Faraj é alvo de um inquérito policial instaurado no ano passado pela Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil do DF. A investigação foi aberta com base em depoimento de Filipe Nogueira Coimbra, ex-servidor do gabinete da distrital que é dono da Netpub, a empresa envolvida nos supostos desvios de recursos da verba indenizatória da Câmara Legislativa. Em depoimento à 12; Delegacia de Polícia, de Taguatinga Sul, Filipe disse que teve a sede de sua empresa arrombada e que alguém entrou para furtar apenas o seu computador, um iMac que usava no gabinete da deputada antes de se desentender com ela. Ele apontou a possível participação da distrital, uma vez que o equipamento continha informações que supostamente poderiam comprometer e prejudicar a carreira política da deputada. Filipe disse que o furto ocorreu em 9 de fevereiro do ano passado, justamente quando ele participava de uma reunião com a então chefe de gabinete de Sandra Faraj, Kátia Siqueira. O inquérito ainda não foi concluído. A distrital aponta que essas acusações fazem parte de uma trama orquestrada pelo ex-chefe de seu gabinete, Manoel Carneiro, e pelo próprio Filipe. O dono da Netpub foi exonerado do cargo no gabinete de Sandra um dia depois do suposto arrombamento.



Erros no Portal da Transparência

Duas informações equivocadas foram registradas no site da Transparência do GDF. O secretário de Saúde, Humberto Lucena, não recebe jeton pela participação no Conselho da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde. A informação oficial era de que ele recebia R$ 2057,55 para integrar o órgão. Ele preside o órgão, mas não recebe pagamentos. O secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, também não é remunerado por integrar dois conselhos. Apenas o do Metrô/DF, do qual recebe R$ 3.316,69 para participar das reuniões. A assessoria de imprensa da Controladoria-geral do DF informou que a pasta é responsável pela manutenção do site, mas os dados são repassados pelas respectivas áreas do governo. A coluna mostrou ontem que os jetons pagos em conselhos do GDF chegam a R$ 10,7 mil.




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