Violência implacável

Violência implacável

Ingrid Soares Especial para o Correio
postado em 22/02/2018 00:00
A escalada da guerra urbana no Rio de Janeiro segue fazendo vítimas. Na madrugada de ontem, o subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, Guilherme Lopes da Cruz, 26 anos, morreu após reagir a uma tentativa de assalto em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

O militar foi encontrado ao lado do carro com várias marcas de tiros. Segundo a polícia, dois bandidos o abordaram durante a retirada de um lanche em um drive-thru. Horas antes de ser assassinado, ele havia recuperado na Vila Kennedy a arma do policial morto na terça-feira, Bruno Casuca, e entregue na Delegacia de Homicídios. Guilherme é o 19; policial militar a morrer neste ano no estado.

Em Botafogo, na Zona Sul, duas pessoas foram baleadas em tentativa de assalto a um pedestre em frente a uma galeria. Um vigilante atingiu o assaltante durante o confronto e uma idosa levou um tiro no pé. A polícia esteve no local e cinco pessoas ficaram feridas por conta de estilhaços de disparos involuntários que saíram da arma de um dos militares. Todos os feridos foram encaminhados ao Hospital Miguel Couto, no Leblon.

Em outra frente no combate à violência, a pedido da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, cerca de 250 militares deram apoio a uma varredura ontem, no presídio Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense. Foram apreendidos 48 celulares, 205 invólucros de cocaína, 151 pacotes de maconha picada e três tabletes pequenos de maconha. O exército usou cães farejadores e detectores de metais nos pavilhões. No último domingo, os presos fizeram uma rebelião no presídio após uma tentativa de fuga e fizeram 18 reféns por três horas.

Queda no ranking da corrupção
O Brasil despencou no ranking que avalia a percepção da corrupção no mundo divulgado pela Transparência Internacional: caiu 17 posições em comparação ao ano anterior e ocupa o 96; lugar na lista de 2017, que avaliou os malfeitos no setor público em 180 países. Na escala que vai de zero (mais corrupto) a 100 (menos corrupto), o Brasil aparece com 37 pontos, três a menos que em 2016. O país também se encontra na pior situação dos últimos cinco anos. Atualmente, o Brasil divide a 96; posição com Colômbia, Indonésia, Panamá, Peru, Tailândia e Zâmbia. E fica atrás de países como Timor Leste, Sri Lanka, Burkina Faso, Ruanda e Arábia Saudita.

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