DF é a unidade mais conectada do Brasil

DF é a unidade mais conectada do Brasil

Pnad Contínua mostra que 85,3% dos moradores de Brasília de 10 anos ou mais usam internet ante 64,7% do país. Capital também se destaca porque detém o maior número de residências com acesso à web, 89,4%

DEBORAH FORTUNA Especial para o Correio
postado em 22/02/2018 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
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(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )


Acordar, pegar no celular e conferir o que há de novo no mundo. Responder mensagem, mandar e-mail, postar uma foto, ler as notícias. Facebook, Instagram e Twitter: a internet pipoca logo de manhã cedo e não para um segundo. Na correria do dia a dia, a publicitária e fotógrafa Crislayne Almeida, 19 anos, mal tem tempo de andar devagar, respirar fundo e se desligar. As horas pressionam para que ela dê conta de tudo até o dia acabar. Ela faz parte do grupo de pessoas conectadas. Assim como as outras 116 milhões de pessoas que usam a internet no Brasil, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016. Esse número representa 64,7% das pessoas de 10 anos ou mais no país. Entre as capitais, o Distrito Federal é o que mais se destaca: 85,3% dos brasilienses utilizam a internet.

No Brasil, segundo o levantamento, 77,1% da população tinha celular para uso pessoal. O Distrito Federal também se destacou dos demais, com 89,6% de usuários com aparelho para uso pessoal. No caso de Crislayne, a internet serve para que ela divulgue o trabalho e se conecte com pessoas de interesses parecidos ao dela. ;Eu comecei a usar a internet por causa da minha profissão. Tenho que estar sempre conectada para acompanhar mudanças e ver o que está acontecendo no mundo. Depois, passei a usar de forma mais ativa no meu pessoal, com o objetivo de propagar minhas ideias, quais minhas opiniões sobre os assuntos;, contou.

Durante o dia, Crislayne cuida de cinco perfis apenas no Instagram. Há um perfil com dicas de casamento, já que ela casou recentemente, também mantém uma conta profissional, na qual posta as fotos que tira como fotógrafa, e então tem o pessoal, além de cuidar de uma conta para o irmão mais novo, fora as redes sociais da empresa em que trabalha. ;Eu fico 24h conectada. Eu acordo, ligo o celular, olho as atualizações. Na faculdade, maioria das aulas é no laboratório de informática. Chego ao trabalho, tenho que pesquisar, criar, ver o que acontece. Quando chego em casa, aí vou dar atenção para as minhas contas pessoais. Meu dia é praticamente na internet;, afirmou. ;Eu, todos os dias, posto alguma coisa. Eu não passo um dia sem me conectar com as pessoas;, completou.

Para a fotógrafa, a tendência é aumentar ainda mais o número de conectados. ;Quanto mais você posta, mais as pessoas querem. Então, elas te forçam a ficar mais ativa ainda;, disse. Além disso, para ela, o uso e a conectividade das pessoas são para aproximar os usuários daquilo que eles gostam de ver, ou acompanhar no dia a dia. ;As pessoas gostam de coisas com as quais se identificam. Os famosos, agora, mostram o dia a dia deles nas redes. E quanto mais eles mostram, mais as pessoas querem acompanhar aquilo também, por exemplo;, explicou.

Uso crescente
Segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE, a utilização da internet foi crescente com o aumento da idade, alcançando o máximo entre as pessoas de 18 a 24 anos ; sendo que 85,2% das pessoas de 20 a 24 anos acessam a rede. Entre o gênero, a parcela de homens que utilizou a internet em 2016 representou 63,8% e, no feminino, esse percentual aumentou para 65,5%. 94,6% teve acesso via celular.

Mas a pesquisa também revela que há aqueles 22,9% que não tinham celular para uso pessoal. A maior parte (25,9%) alega que o aparelho é caro. Entre aqueles que acessaram a internet, 94,2% fizeram para trocar mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail; 76,4% quiseram assistir a vídeos, programas, séries e filmes; 73,3%, para conversar por chamada de voz ou vídeo; e 69,3%, para receber e-mail.

A internet também está presente em 69,3% dos domicílios, segundo o estudo. Sendo que a maioria, no Sudeste, com 76,7%; e a minoria, no Nordeste, com 56,6%. O Distrito Federal foi o local com mais residências com acesso à internet, 89,4%, seguido por São Paulo, com 80,4%. O Maranhão foi a unidade da Federação com menor percentual, 47,6%. A capital federal também se destacou entre as regiões que tinham o maior número de domicílios que usavam o tablet para acessar a internet, com 27,1%.

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