Vozes do horror

Vozes do horror

postado em 22/02/2018 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

;Eu escapei da morte;

;Os caças russos realizaram mais de 15 bombardeios em Ein Tarma, nosso bairro, em Ghouta Oriental, somente nesta tarde. Eu estava no escritório, em nosso prédio. Trabalho para o Centro de Mídia de Damasco. Quando ouvimos os aviões, saímos do edifício para ver o que estava ocorrendo. Então, os caças atingiram o nosso prédio, onde mulheres e crianças se escondiam no porão. A defesa civil veio e começou a remover os feridos para os hospitais. Mas ainda há pessoas sob os escombros. Você pode ouvir agora os caças russos nos céus de Ghouta (barulhos de explosões e de aviões). As pessoas aqui estão amedrontadas até a morte.;

Nour Adam, 22 anos, jornalista do Centro de Mídia de Damasco, morador de Ghouta Oriental


Selfies em meio às ruínas

;Eu comecei a publicar vídeos e fotos de Ghouta para que o mundo possa ver o que está ocorrendo, toda a matança e a destruição. Os registros tiveram início sete meses atrás, por meio da transmissão de vídeos e da documentação de violações do sistema dentro de Ghouta. Um dos barris de explosivos caiu perto de minha casa, que ficou completamente destruída. Ghouta se tornou um bolo para vários países, e cada um quer sua fatia. Ninguém pode dividir a Síria. A comunidade internacional não move nem um dedo sequer. Eu não temo a morte. Passaram-se sete anos desde o início dos bombardeios e ainda estou vivo.;

Muhammad Najem, 15 anos, morador de Ghouta Oriental cuja ;arma; tem sido uma câmera


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