Ministro da defesa

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Foi necessária a intervenção do goleiro Martín Silva, nas cobranças de pênalti, para o Vasco superar os 4 x 0 sofridos no tempo normal e passar de fase

postado em 22/02/2018 00:00
 (foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com
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(foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com )




Nem o mais pessimista vascaíno poderia ter um pesadelo desses. O clube cruz-maltino chegou a Sucre, na Bolívia, com uma vantagem difícil de ser batida. Afinal, há uma semana, em São Januário, o time venceu o Jorge Wilstermann por 4 x 0, no jogo de ida da terceira fase preliminar da Copa Libertadores. Em uma atuação para ser esquecida, na noite de ontem, os cariocas viram o atacante brasileiro Serginho acabar com a partida e dar assistência para os quatro gols da equipe boliviana no tempo regulamentar. Placar devolvido e decisão nos pênaltis. Foi então que o goleiro uruguaio Martín Silva brilhou. Depois de ter sido vazado quatro vezes durante os 90 minutos, ele fechou o gol nas penalidades, defendeu três cobranças e garantiu a vitória por 3 x 2 do time carioca.

O Vasco, agora, entrará no Grupo 5 da Libertadores, ao lado de Cruzeiro, Racing (Argentina) e Universidad de Chile. A primeira partida será em 13 de março contra a equipe chilena, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. No fim das cobranças, os jogadores correram para abraçar e celebrar com Martín Silva a sofrida classificação. Depois, porém, os próprios atletas fecharam o rosto para dar explicações sobre a atuação pífia. A começar pelo goleiro. ;Três gols no início eram tudo que não podia, mas nos classificamos e o objetivo era passar. É corrigir muita coisa, mas estamos fazendo um campeonato muito bom. Voltamos ao Brasil com a classificação;, analisou Silva.

;Sabíamos da força deles em casa. No ano passado, fizeram uma excelente Libertadores. Viemos conscientes que seriam verticais, como foram, usando bolas aéreas. São mais altos que a gente. O gol muito cedo tirou nosso equilíbrio;, continuou o técnico Zé Ricardo. Agora, a expectativa é que o time carioca esqueça a péssima atuação dessa quarta-feira. E não dá para colocar a culpa somente na altitude. A comissão técnica do Vasco disse ter feito uma preparação especial para os jogadores não sentirem tanto o efeito dos 2.810 metros de Sucre. Mas nem bem o time deu as primeiras inspiradas do ar rarefeito e o placar já estava 2 x 0.

Aos cinco minutos, Zenteno aproveitou cobrança de escanteio de Serginho e mandou para as redes. A geradora de imagens da partida ainda repetia o primeiro gol e, em campo, o time do Jorge Wilstermann comemorava o segundo. Serginho lançou para Pedriel, que também desviou de cabeça. O Vasco não conseguia passar da intermediária e sofreu o terceiro gol, aos 16 minutos. Mais uma vez, Serginho cruzou da esquerda e, agora, Chávez apareceu para marcar.

Quarto gol
Na etapa final, o Vasco manteve a partida equilibrada. Mas, mais uma vez, viu o pesadelo se repetir no segundo tempo. Bola nos pés de Serginho, levantamento na área e gol de cabeça do adversário. Zenteno, novamente, desviou para as redes uma cobrança de falta do brasileiro e marcou o quarto gol. Os brasileiros seguiram para o ataque e reclamaram, com razão, de um pênalti não marcado. Pior: na sequência, o time carioca ainda ficou com um a menos. Thiago Galhardo jogou a bola em Serginho e levou o cartão vermelho. Mesmo em desvantagem, o Vasco se segurou, evitou o quinto e levou a decisão para os pênaltis.

Na disputa das penalidades, Martín Silva brilhou. Ele pegou as cobranças de Lucas Gaúcho, Merleán e do zagueiro brasileiro Alex Silva. Ríos, Yago Pikachu e Wellington marcaram para o Vasco. Desábato acertou a trave e Rildo bateu para defesa de Gímenez. O placar de 3 x 2 nos pênaltis, porém, não escondeu os problemas do time durante o tempo regulamentar.



;Três gols no início era tudo que não podia, mas nos classificamos e o objetivo era passar. É corrigir muita coisa, mas estamos fazendo um campeonato muito bom. Voltamos ao Brasil com a classificação;
Martín Silva, goleiro vascaíno


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