Biofábricas valorizam agronegócio

Biofábricas valorizam agronegócio

postado em 27/02/2018 00:00

A pesquisa da Embrapa, em parceria com diversos organismos internacionais, revela a importância da biotecnologia para a descoberta de novos medicamentos e evidencia a importância do Brasil nesse contexto. A área compreende os estudos das técnicas e dos processos biológicos associados à obtenção de produtos de interesse do ser humano, segundo definição da Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU).

;Além de se constituir em um importante instrumento para a produção de fármacos que poderão ser usados na prevenção e cura de inúmeras doenças, essa tecnologia contribui também para o estudo de funções de moléculas oriundas da biodiversidade brasileira;, explica o pesquisador da Embrapa, Elíbio Rech.

O Brasil é a região de maior biodiversidade do mundo, estando concentrados 2/3 das espécies de plantas e animais existentes na superfície do planeta. As biofábricas ou fábricas biológicas são opções viáveis para a produção de insumos, como medicamentos e fibras de interesse da indústria, entre outros itens, porque une alto valor agregado com baixo custo. ;As biofábricas valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permitem a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas, animais e microrganismos;, enfatiza Elíbio Rech.

Sem contaminação

Rech, 61 anos de idade e 36 anos como funcionário Embrapa, trabalha na plataforma tecnológica que utiliza plantas, animais e microrganismos geneticamente modificados desde a década de 1980. Os investimentos da empresa em pesquisas para a produção de biofármacos vão proporcionar a entrada no mercado farmacêutico de medicamentos de baixo custo, porque a produção é feita diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais. ;As plantas produzem proteínas geneticamente modificadas, idênticas às originais, resultando em produtos seguros para o consumidor. E isso pode ser feito com pouco investimento;, explica Rech.

Além da facilidade de estocagem e de transporte, o pesquisador argumenta que as plantas são propícias à produção de medicamentos em larga escala porque, como não estão sujeitas à contaminação, a sua utilização evita gastos com purificação de organismos que são potenciais causadores de doenças em humanos. As pesquisas indicam uma boa perspectiva de que, cada vez mais, a população brasileira passa a contar com produtos mais econômicos e saudáveis.

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