Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 02/03/2018 00:00
 (foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - 13/11/13)
(foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - 13/11/13)


Salário não faltou
Marcello Miller, o ex-procurador, não tem o que reclamar da vida. Em dezembro do ano passado, recebeu R$ 53.690,16 a título de ;folha complementar; como ;membro ativo; da Procuradoria. Além disso, ainda saíram dos cofres públicos outros R$ 1.309,84 que consta como ;adicional noturno, serviço extraordinário, substituição de função, cumulações;.

Só tem um detalhe: ele deixou o cargo de procurador em 5 de abril e foi trabalhar justamente na empresa Trench, Rossi e Watanabe Advogados, que tinha a J como cliente. Para quem já estava fora da PGR, constar como ;membro ativo; é, realmente, um feito.

Bateu martelo
O prefeito de São Paulo, João Doria, está decidido a se desincompatibilizar do cargo para concorrer em outubro. O futuro, porém, a Deus pertence. No PSDB, Doria é quem tem mais ponte com o MDB de Michel Temer. E Geraldo Alckmin que durma com um barulho desses.

Redução e aumento
Nos últimos anos havia crescido muito o número de processos eleitorais envolvendo a troca de nome dos transexuais. Agora, com a garantia de concorrer eleitoralmente usando o nome social, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) calcula que conseguirá reduzir o número de processos. A aplicação da Ficha-Limpa a partir de 2010, entretanto, promete dobrar o trabalho do Tribunal.

Padrinhos
A história de que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, decidiu sozinho pela troca de comando na PF é conversa. Rogério Galloro assume hoje, às 10h, a direção-geral da Polícia Federal sob as bênçãos do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, e do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Ambos defenderam o nome de Galloro quando da nomeação de Fernando Segovia. Quem também não escondeu a alegria pela troca de comando foi o ex-diretor da Associação dos Delegados (ADPF) Carlos Eduardo Sobral.

Alckmin na roda
Na reunião de governadores, só Geraldo Alckmin apresentou sugestões. Sabe como é: no papel de pré-candidato a presidente da República, ele não poderia chegar lá de pires na mão. O Planalto registrou a diferença de comportamento dele para os demais.

Por falar em pré-candidato;
O presidente Michel Temer tem lido tudo o que se escreve sobre ele. Na entrevista à rádio Tupi, por exemplo, desabafou, falando dos colunistas que têm problemas com ele e ;usam suas colunas semanais para me criticar;. Quem acompanhou, saiu com a impressão de que o paciente presidente está a um passo de entrar no estilo ;bateu, levou;.

De grão em grão
É bom o MDB pensar duas vezes antes de lançar um candidato a presidente da República. Aos poucos o partido vai entrando naquela velha história do ;tem, mas acabou;. É que os palanques regionais começam a ser tomados pelos adversários. Ontem, por exemplo, Ciro Gomes deu praticamente sinal verde para o acordo entre o governador Camilo Santana e o senador Eunício Oliveira (MDB-CE), ao dizer que é preciso elogiar o que Eunício tem feito em prol do estado.



Franqueza no Planalto/ A reunião de Michel Temer com os governadores já ia pelo meio, quando o de Mato Grosso, Pedro Taques (foto), foi direto: ;Precisamos é de dinheiro. Dinheiro;, repetiu de forma enfática, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se levantava da cadeira. ;Pronto, a gente fala de dinheiro e o ministro Meirelles se levanta!”

Um lorde no Planalto/ Meirelles, rápido no gatilho e ávido por conquistar simpatias para uma campanha presidencial, emendou: ;Me levantei porque o senhor precisa ser ouvido de pé!”. Risada geral.

Boca de siri/ O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, fez questão de se manter discreto na reunião palaciana. Tudo para não levantar a lebre do financiamento da segurança de Brasília pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, algo que os demais estados sempre quiseram uma fatia.

E a Justiça, hein?/ Greve de juiz por causa de auxílio-moradia? Fala sério...

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