Comércio externo contribui

Comércio externo contribui

» Anna Russi*
postado em 02/03/2018 00:00

O bom desempenho do país no mercado internacional também contribuiu para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. Houve crescimento tanto das exportações, de 5,2%, quanto das importações, de 5%. Para Weber Barral, da consultoria Barral M Jorge, esse aumento reflete os novos investimentos no Brasil e o aumento da capacidade da indústria. ;É um sinal positivo. Muito pequeno ainda, importante lembrar, mas contribuiu para a retomada;, esclareceu. Barral ressaltou que, a medida que a economia cresça, é normal prever que a importação também aumente.

Segundo José Augusto de Castro, da Associação de Comércio Exterior do Brasil, o avanço nas exportações se deu em função da soja, do minério de ferro e do petróleo. ;Este ano a expectativa se deposita nos mesmos produtos e também nos manufaturados, que dependem da Argentina. Esperamos um crescimento positivo, mas menor do que em 2017;, afirmou.

Balança


A Balança Comercial fechou fevereiro com superavit de US$ 4,9 bilhões, com exportações de US$ 17,3 bilhões e de US$ 12,4 bilhões. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), esse foi o melhor resultado para os meses de fevereiro da série histórica, iniciada em 1989. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o saldo comercial teve incremento de 7,7%. O resultado ultrapassou o último recorde, de fevereiro de 2017, de R$ 4,6 bilhões.

As exportações dos manufaturados somam US$ 7,8 bilhões. Os principais destaques foram as vendas de uma plataforma para extração de petróleo e de petróleo bruto. Nas importações, o maior destaque foi a compra de bens de capital, com alta de 24,4%, que se deve tanto a máquinas como a automóveis de passageiros.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira


  • Restrição ao aço

    O governo do Brasil recebeu ontem a informação de que os Estados Unidos pretendem aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio. Em nota à imprensa, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços se mostrou ;enormemente preocupado; com a situação. Caso confirmada, a restrição deve afetar as exportações brasileiras em ambos os setores. ;O governo brasileiro não descarta eventuais ações complementares, no âmbito multilateral e bilateral, para preservar seus interesses no caso concreto;, informou o documento.

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