Mercado s/a

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Só há uma saída para suprir o inevitável crescimento da demanda que a economia em alta trará: a ampliação do terminal e a revitalização dos acessos ao porto

Amauri Segalla
postado em 02/03/2018 00:00
 (foto: Carlos Nogueira/A Tribuna - 9/2/08



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(foto: Carlos Nogueira/A Tribuna - 9/2/08 )


Porto de Santos no limite
O Porto de Santos, o maior terminal marítimo do país, é a prova de que a infraestrutura do Brasil está na UTI. A economia mal saiu da crise e ele já opera perto do limite da capacidade. Levantamento realizado pelo Plano Mestre local mostra que as operações com contêineres crescerão 4,27% entre 2017 e 2021. Dos 3,85 milhões de TEUs (unidade usada pelo setor e equivalente a um contêiner de 20 pés) totalizados no ano passado, o volume passará a 4,42 milhões em 2021 ; número que chega bem perto de sua capacidade máxima de operação. Em janeiro, os embarques e desembarques movimentaram a maior quantidade de carga da história, e tudo indica que os recordes não vão parar por aí. A conta, portanto, não fecha. Segundo o responsável técnico do Plano Mestre, Tiago Buss, só há uma saída para suprir o inevitável crescimento da demanda que a economia em alta trará: a ampliação do terminal e a revitalização dos acessos ao porto.


;Google e Facebook devem ter uma conversa sobre o modelo de seus negócios e reconhecer que são um bem público, tanto quanto empresas comerciais;
Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos


A enrascada entre AES e Eletropaulo
O grupo americano AES está decidido a vender sua fatia de 17% na distribuidora de energia Eletropaulo. Um ex-diretor da AES afirma que a operação sempre foi considerada pelo conselho um ;ativo podre;. Nesta semana, a companhia divulgou um comunicado enigmático, insinuando que pode se livrar de suas ações. A AES Corp anunciou prejuízo líquido de US$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2017, maior do que a perda de US$ 949 milhões registrada em igual período do ano anterior.

A volta do jeans Wrangler ao Brasil
A tradicional grife americana Wrangler, famosa nos anos de 1980 pelo jeans, começará a ser produzida no Brasil neste mês. A mineira Cia do Jeans adquiriu a licença para confeccionar e vender as peças a partir de sua fábrica em Colatina (ES). Segundo o diretor do grupo, Fernando Abras, os negócios devem crescer 20% com a incorporação da marca, criada em 1947. Até o final do ano passado, a Wrangler chegava ao país pela VF Corporation, detentora também das marcas Lee, Timberland e Vans.

Oster planeja abrir loja própria no Brasil
A marca americana Oster, fundada em 1924 e conhecida pelos produtos de utilidade doméstica, como liquidificadores e batedeiras, escolheu o Brasil como prioridade para seu plano de expansão. A controladora da companhia, a Sunbeam Corporation, irá intensificar a operação brasileira com a abertura de lojas próprias, concorrendo diretamente com Arno e Philips Walita. Atualmente, a empresa vende pelo site próprio. Mais detalhes da estratégia serão revelados ainda no primeiro semestre.

Rapidinhas
A expectativa de reprivatização do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), poderá trazer ao Brasil um dos maiores gestores de aeroportos do mundo: o Royal Schiphol Group. A companhia, de origem holandesa, se tornou a primeira operadora privada de um terminal aéreo nos Estados Unidos ao assumir a gestão do terminal quatro do JFK, em Nova York.

O CEO do JFK, Gert-Jan de Graaff, disse em entrevista à imprensa americana que o grupo está atento ao programa de privatizações do Brasil. Quem conhece de perto o Royal Group garante que Viracopos é prioridade para a empresa.

O mercado de alimentação saudável passou pela crise sem sofrer muitos danos e agora espera engordar rapidamente. De acordo com a agência de pesquisas Euromonitor Internacional, o setor crescerá no Brasil 4,41% ao ano até 2021, um dos melhores desempenhos no mundo.

O setor movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano no Brasil, o que coloca o país em 5; lugar no ranking global. Ainda de acordo com a Euromonitor, o mercado de alimentos orgânicos apresenta o maior potencial de crescimento. Como a base é baixa (algo como R$ 150 milhões em negócios por ano), há espaço para avançar.

27%
das compras no e-commerce brasileiro em 2017 foram feitas a partir de smartphones. O percentual é crescente e mostra que o futuro está nos celulares. Em 2016, a participação foi de 21%


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