Eixo Capital

Eixo Capital

Ana maria campos anacampos.df@dabr.com.br
postado em 02/03/2018 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 5/10/14 )
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 5/10/14 )


Menos uma dor de
cabeça para Arruda
A absolvição de José Roberto Arruda ontem em segunda instância em denúncia sobre fraude à licitação na organização da partida entre Brasil e Portugal representa uma dor de cabeça a menos para o ex-governador. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deve recorrer, mas, com a decisão unânime da 1; Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, dificilmente haverá mudança no desfecho. O amistoso ocorreu na reinauguração do estádio Bezerrão, no Gama, com festa. Os camarotes vips estavam lotados de autoridades públicas. Era um momento de glória do governo Arruda, um ano antes da Operação Caixa de Pandora. O ex-governador foi acusado de direcionar a contratação da Ailanto Marketing, de propriedade do ex-presidente do Barcelona Sandro Rossell. Mas venceu as ações de improbidade e criminal. Ontem, ele desabafou com pessoas próximas sobre o prejuízo que teve com advogados e o desgaste emocional provocado pelos processos nos últimos anos. As ações são de 2010.


Só água
Governadores foram recebidos ontem no Palácio do Planalto apenas com água na reunião, entre 11h e 15h, com o presidente Michel Temer sobre segurança pública. Um dos convidados disse que, na Residência Oficial de Águas Claras, nunca falta pelo menos um suco e pão de queijo.



Terceiro turno
Numa cidade que sempre gostou de polarização na política, a possível disputa entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR) pode significar um terceiro turno eleitoral. Bom para quem? Só o tempo dirá.



De Brasília para Londres
Ex-secretário de Segurança Pública do DF, o delegado Sandro Avelar deixa a diretoria-executiva da Polícia Federal para se tornar adido policial em Londres. Nos três meses que passou no cargo, ajudou a Polícia Civil do DF, com estrutura em operações importantes fora de Brasília, conduzidas pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado, contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). O coordenador, delegado Fernando Cesar Costa, ressalta que a ajuda da PF foi fundamental para o sucesso dessas operações.



De volta para a Itália
Com a mudança do ex-diretor da Polícia Federal Fernando Segovia para Roma, onde atuará como adido policial, a ex-primeira-dama da corporação Tatiana Kalil volta à cidade onde morou durante três anos. Ela se mudou para a Itália quando o então marido, o delegado Rômulo Berredo, também foi adido policial. Segovia e Berredo, aliás, foram grandes amigos.



Aposta em Rollemberg
Secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour vai se desincompatibilizar em abril para concorrer à Câmara Legislativa, mas ainda não escolheu o partido. Ele disputou as eleições de 2014 pelo PDT e permaneceu na legenda até a declaração de rompimento em relação ao governo no ano passado. Agora, depois de exercer cargos no Executivo desde o primeiro dia de 2015, pretende se manter na base do governo Rollemberg. ;O governador me deu todas as oportunidades. Não serei desleal com ele;, justifica.


À QUEIMA-ROUPA


Chico Sant;Anna (PSol)
Ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas


Sua pré-candidatura ao Senado pelo PSol está definida?
Será oficializada na reunião do diretório do partido no próximo domingo.

Você foi candidato em 2010 e agora volta a concorrer.
O que mudou no cenário político do DF de lá para cá?
Em 2010, havia dois candidatos fortes, que acabaram se elegendo (Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg) e eles tinham uma distância muito grande em relação aos demais, tanto em visibilidade pública quanto em condições de campanha. No cenário atual, com a proibição de financiamento de campanha por parte das empresas, coisa que sempre foi regra no PSol, já se reduz um pouco a desigualdade. E temos hoje um cenário de desconstrução das lideranças políticas tradicionais de Brasília.

Um dos candidatos que você aponta como imbatíveis na
eleição de 2010 é Cristovam Buarque, que agora disputa
a reeleição. Acha que ele
continua forte?
Para muitos eleitores, Cristovam não representa mais o que representou no passado.

Os votos que ele tinha estão soltos e a se conquistar pela esquerda?
Sim. São votos que a gente precisa conquistar. Muitos eleitores estão decepcionados pelo cenário político e não querem votar em ninguém. Então, estamos nessa campanha para fazer um debate e mostrar que nem tudo é farinha do mesmo saco. Existe capacidade de ação diferenciada, inclusive para Brasília. Uma das coisas que a gente percebe é que, quando a pessoa se torna parlamentar federal, vira de costas para Brasília. Deixa de exercer uma função muito importante, que é fiscalizar.

Pode dar um exemplo?
A gente tinha uma quantidade enorme de recursos da área federal que vem para o DF, mas não há um acompanhamento dos parlamentares sobre como é aplicado. Por exemplo, Brasília foi agraciada em 2009 com R$ 1,2 bilhão, do PAC, para ampliar a linha do metrô e fazer o VLT. Passaram-se quatro governos e não se avançou nem um centímetro na extensão do metrô. Agora, no finalzinho do atual governo, foi feito um convênio para ampliação do metrô. Quem é responsável pela não aplicação desses recursos?

Você, que é jornalista, conhece bem o impacto das fake news.
Teme que um eventual crescimento de sua candidatura possa
provocar uma onda de notícias
falsas nas redes sociais?
Com certeza. Isso não é de agora. Já vivenciei um fato concreto como esse. Mas nenhum instrumento de censura vai lidar com isso. É difícil combater. É desigual, como desigual também vai ser a possibilidade de os candidatos com maior poder econômico pagarem as suas mensagens. A rede social deixará de ser a expressão da cidadania, deixar de ser social, para ser uma rede empresarial, comercial.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação