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postado em 13/03/2018 00:00
Justiça

Quando certos ministros do Supremo defendem a revisão da prisão em segunda instância, acabam, ainda que involuntariamente, dando corda para interesses de condenados, o que não deveriam jamais fazer. O interesse a ser defendido é o da sociedade, não o da beleza da lei. É preciso entender que o aumento da possibilidade de recursos em liberdade torna desigual a justiça para quem não pode pagar bons e caros advogados e pega prisão ;logo de cara;. O argumento de que a decisão da ministra Cármen Lúcia em não pautar a revisão do tema causa insegurança jurídica é balela, o assunto já foi decidido pela própria Corte.
; Marcos Paulino,
Asa Sul

; Embora o Palácio do Planalto classifique as reuniões entre Temer e Gilmar Mendes como assunto particular, reportagens indicam que os dois costumam tratar de questões de interesse público. Temer e Mendes reconhecem, publicamente, a amizade e mantêm convivência privada, pois, até o presente, são inúmeras as ocasiões em que eles se encontraram sem registros em suas agendas oficiais. Para alguns juristas, essa relação é inadequada e levanta suspeita sobre a imparcialidade de Mendes para julgar possível ação contra Temer. O Código de Processo Civil prevê que juízes não podem julgar ;amigo íntimo; nem ;aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa (que está em julgamento);. Nessas situações, é preciso se declarar ;suspeito;. Se essas reuniões são fundadas em amizade, haveria suspeição. Se não é por amizade, trata-se de assunto público, o princípio da impessoalidade, da moralidade administrativa e, principalmente, o princípio da publicidade, previstos na Constituição, exigem que os encontros sejam formalizados na agenda. É incompreensível que um ministro da Suprema Corte e um constitucionalista (Temer) não sigam essa orientação geral, independentemente de normas infralegais ou leis que obriguem a publicação de agenda. Já pensou se as flores do jardim do Palácio do Jaburu falassem.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Bolsonaro

;Uma Nação em que todos querem cargos importantes está vendida de antemão; (Napoleão Bonaparte). Antes mesmo de ser eleito, os candidatos estão leiloando cargos, em troca de votos. Enfim, quando surge um candidato que diz que só dará cargos para quem for competente, branco ou preto; hétero ou homofóbico; homem ou mulher etc., começam a taxá-lo de uma série de qualificativos negativos. Foi justamente o que a leitora Giovanna Gouveia fez com o presidenciável Bolsonaro (11/3, pág. 10). Infelizmente, por sua forma de ser e querendo mostrar que não tem comprometimentos, a não ser em mudar a atual situação do país, acaba dando respostas, aparentemente, agressivas, por saber a intenção de quem as fez. Eu defendo a mudança da política brasileira, pois da forma como está, a nossa pátria, que jurei defender, acabará em outras mãos, independentemente de ser de direita ou esquerda. Procurem dados sólidos para atacar quem quer que seja o candidato, mas não com mantras conhecidos, tais como: ;É golpe;, ;Fora fulano;, ;Tribunal político; etc. O Brasil só será grande quando seus filhos o forem, e seus filhos só o serão quando estiverem, para isso, conscientizados. Estudem a nossa história, pois quem não a conhece tende a repeti-la.
; Ruy Telles,
Sobradinho

; Os opositores de Bolsonaro são seus maiores divulgadores. Eles continuam a aplicar-lhe o chavão ;racista, homofóbico, misógino; (nesta ordem) e não percebem que isso só tem funcionado a seu favor. Ele tem projeto de castração química de estupradores. A deputada Maria do Rosário defende o estuprador Champinha. Mas Bolsonaro é que é acusado de fazer apologia do estupro. Não há exemplo de ato discriminatório dele contra negros e homossexuais. Che Guevara fuzilou negros e maricones, mas é ídolo das esquerdas. Guilherme Boulos diz que Bolsonaro é criminoso e deveria ser preso, mas não há notícia de que ele tenha cometido os crimes de invadir terrenos e de impedir o direito de ir e vir queimando pneus em vias públicas. Não há prova de que os epítetos reflitam a verdade sobre ele, por isso ele cresce. Por que os opositores de Bolsonaro não experimentam acusá-lo de corrupto? Isso é o que tem derrubado políticos atualmente.
; Roberto Doglia Azambuja,
Asa Sul

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