Sr. Redator

Sr. Redator

postado em 19/03/2018 00:00
Impeachment

Os conflitos entre os poderes Executivo e Judiciário são, a cada dia, mais evidentes e parecem insolúveis. Articulador do Palácio do Planalto, o ministro Carlos Marun decidiu apagar o fogo com gasolina, ao ameaçar se licenciar do cargo, voltar à Câmara e propor o impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Barroso está escarificando feridas que podem comprometer a carreira do constitucionalista Michel Temer, presidente da República. O magistrado discordou das mudanças nas regras do indulto para os criminosos, decretadas por Temer, e investiga, com rigor, a suspeita de que o presidente, quando ainda era vice-presidente, teria se beneficiado de propina para aprovação da Lei dos Portos. Marun, fiel escudeiro, exagerou e parece não contar com amplo apoio para a sua ideia. O embate promete bons capítulos nos próximos dias.
Adalberto Martins, Noroeste

; O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição Federal (art.102). No caso do indulto presidencial, alterado pelo ministro Luís Roberto Barroso, se está certo ou errado, tal decisão só pode ser questionada por meio de recurso próprio perante o ministro (quem pode reconsiderar a decisão) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ofender a decisão com ameaça de processo não é o caminho certo. O jus sperniandi também tem seus limites. Pelo que se sabe, o magistrado sempre atuou dentro da lei. Tanto é que as suas decisões monocráticas, ou não, são sempre confirmadas pelo tribunal. São votos sempre fundamentados. No tribunal tem uma postura de respeito no trato com as pessoas e com seus pares, ou com os advogados. É um gentil homem. Muito competente. Não merece os ataques endemoniados que lhe são dirigidos. O político não pode exacerbar em suas manifestações. Freio cabe até no ser desapontado, humano.
José Lineu de Freitas, Asa Sul


Brasil vivo

O Brasil não morreu, porque a morte é o fim de tudo. Discordamos e protestamos quanto à referência à manchete ;A dupla morte de um país; (16/3). O Brasil não morreu nem morrerá jamais. Pequenos grupos de extremistas e terroristas jamais haverão de empanar o amor por este nosso país, somos amantes da liberdade, que se orgulham da terra em que nascemos.
Ruy Pereira Valle, Asa Norte

Resistência

Magnífica a resistência da ministra Cármen Lúcia, decidida a não recolocar em pauta o debate sobre prisão após condenação em segunda instância. A Corte havia decidido que a regra deve ser cumprida. Mudar a regra do jogo depois do início da partida seria um golpe contra a sociedade, que vem exigindo o fim da impunidade, principalmente para os políticos corruptos, que destroem o país e formam a pior e mais perigosa facção criminosa, superando, em muito, as organizações que agem às margens das leis. Para evitar a prisão do ex-presidente Lula, não pode prevalecer o ;vale-tudo;, que, historicamente, causa enormes prejuízos para toda a população. Ainda que sejam controversos os processos contra o ex-presidente, então, que sua defesa apresente provas contundentes e inquestionáveis da sua inocência. A liberdade poderá ser reconquistada a qualquer tempo. É inaceitável mudar o regulamento do jogo aos 44 minutos do segundo tempo, pois seria a total e plena desmoralização do Judiciário, que, hoje, goza de baixíssima credibilidade.
Flávio Albuquerque, Asa Sul


Moral e cívica

A aprovação, pela Câmara Legislativa, do projeto, de autoria do deputado Raimundo Ribeiro, veio a nos confirmar o que sempre imaginávamos, ou seja: que a situação caótica da falta de autoridade de professores e funcionários nas escolas tem culpados: Secretaria de Educação (?), professores e entidade que se dizem especializadas em educação, que ameaçam entrar na Justiça para que a disciplina moral e cívica não volte a fazer parte do currículo escolar, com o argumento de que isso é fruto da famigerada ditadura militar. Ser patriota no Brasil é vergonhoso; ser patriota no Brasil é dar marcha a ré na história. A solução para sair desse atoleiro começa dentro de uma sala de aula, e não será discutindo gêneros que encontraremos o caminho, mas sim voltando aos tempos em que bandeira não era queimada, aos tempos em que, ao desfraldada, não tinha cores vermelha com o símbolo da foice e do martelo; tempos em que os heróis cultuados eram brasileiros de nascimento ou de coração. Enfim, não vamos fazer tudo para retornar a um passado de triste memória, em que irmãos matavam irmãos, por uma ideologia que eles mesmo não sabiam definir, pois eram levados por discursos utópicos.
Ruy Telles, Sobradinho

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