A guerra dos drones no céu de Brasília

A guerra dos drones no céu de Brasília

De hoje a domingo, Brasília recebe uma prova diferente e moderna: a corrida de drones. O trajeto terá obstáculos construídos pelo homem, mas aproveitará também barreiras naturais, como árvores

MARIA EDUARDA CARDIM Especial para o Correio
postado em 30/03/2018 00:00
 (foto:  Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )




Brasília é conhecida pelas corridas de rua presentes no calendário da cidade ao longo do ano. Em quase todo fim de semana, é possível encontrar vias fechadas para a realização de uma competição diferente. No entanto, no feriado da semana santa ; de hoje até domingo ;, será possível assistir a uma corrida diferente. Desta vez, os protagonistas não são pessoas, mas os drones, que disputam o primeiro lugar da Capital Racer.

A prova, realizada pela primeira vez em Brasília, aposta em uma novidade. Alguns dos obstáculos serão naturais, como árvores e arbustos. ;Não costumamos ver isso nas corridas de drones do Brasil, e essa edição de Brasília terá esse percurso inovador, com barreiras da própria natureza;, afirma o idealizador do evento, Eduardo Figueira, 32 anos. O empresário sempre participou de eventos nacionais, mas este é o primeiro que organiza.

Até a semana passada, 22 pilotos estavam inscritos para disputar o torneio, que permanece com as inscrições abertas até hoje. Além de Brasília, sete estados do país serão representados na competição. Eles serão divididos em duas categorias: amador e expert. ;O percurso amador é um pouco mais fácil e é direcionado para quem está começando o hobby agora;, explica. Já o trajeto expert conta com obstáculos mais complexos, como árvores, gates (portões) e bandeiras.

Para competir, o piloto usa um óculos de realidade virtual a fim de ver o caminho que o drone percorre. Uma câmera acoplada no aparelho permite que o competidor tenha sensação de voar. A modalidade é chamada de FPV (first pearson view ou visão em primeira pessoa, em português). As imagens dos óculos usados pelos pilotos serão transmitidas em um telão em tempo real para que o público também possa acompanhar o trajeto.

A adrenalina pode ser comparada à de uma corrida de carros. Os drones chegam a atingir 160km/h e as voltas são rápidas. ;Cada volta dura, em média, 25 segundos. Como a corrida tem três voltas, cada rodada dura cerca de um minuto e 15 segundos;, diz o empresário. O organizador também vai participar da corrida e diz que está no sangue este desejo por competição.

Investimento e manutenção
Para se equipar, o piloto precisa ter os instrumentos básicos, como drone, rádio e óculos de realidade virtual, entre outros. Segundo Eduardo, o investimento inicial é caro, mas o custo depende do nível que o piloto pretende alcançar. ;Você consegue começar a competir com um drone de R$ 600. Ou de R$ 6 mil;, compara.

Normalmente, a manutenção é feita pelo próprio piloto. ;É bem complexo, então, tem que gosta de estudar e entender. Quase todos que voam é que fazem os ajustes;, afirma. Para estimular os participantes do torneio, os três primeiros colocados de cada categoria ganharão prêmios. ;Serão peças de drone para incentivar as pessoas que vieram correr. Nós conseguimos o patrocínio de 20 baterias da ChinaHobbyLine;, conta.



Como funciona a corrida
Os pilotos são divididos em grupos de quatro pessoas e disputam posições por tempo para formar as chaves da competição. Depois, o mata-mata começa e dois pilotos se enfrentam em uma corrida de três voltas. Quem terminar a disputa com o melhor tempo vence e avança de fase. Os três primeiros lugares de cada categoria recebem prêmios.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação