Bolsonaro ataca Lula e Temer

Bolsonaro ataca Lula e Temer

postado em 30/03/2018 00:00
 (foto: Ana Pozzi/Photo Press/Folhapress)
(foto: Ana Pozzi/Photo Press/Folhapress)


O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência, defendeu ontem as investigações relativas ao decreto dos Portos, que atinge diretamente o presidente Michel Temer. ;Elas têm de ir fundo. Quem deve tem que pagar. O Brasil tem que ficar livre da chaga da corrupção, não interessa quem seja o autor ou o acusado;, afirmou, ao ser questionado sobre a operação que resultou na prisão preventiva de pessoas próximas a Temer.

Ao participar de um almoço de adesão à sua candidatura, em Curitiba, Bolsonaro voltou a comentar os disparos contra os ônibus que faziam parte da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná, na última terça-feira. Um dia depois de ter afirmado que o ato pode ter sido uma simulação de petistas para se autovitimizar, o deputado disse que ;pode estar errado;, mas que essa seria sua ;convicção;. ;Isso aí foi uma armação deles. Tentaram se vitimizar e botar a culpa do seu insucesso nos outros;, reforçou.

Bolsonaro não quis reconhecer que essa poderia ser uma declaração precipitada, já que a própria polícia não divulgou o resultado da perícia nos veículos. ;Nada a ver. É minha convicção. Eu suspeito disso. Posso estar errado;. A declaração de Bolsonaro foi dada dois dias depois de ônibus da comitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidenciável pelo PT, terem sido atingidos por disparos durante a caravana que o petista fez pelo Sul do país, encerrada ontem em Curitiba. Em discurso, ontem, os pré-candidatos Guilherme Boulos (PSol) e Manuela D;Àvila (PCdoB) responsabilizaram Bolsonaro por incitar atos violentos como o atentado à comitiva de Lula.

O almoço contou com a presença de cerca de 2 mil apoiadores, muitos deles armados e fardados. Muito à vontade entre seus seguidores, o deputado fluminense fez mais uma vez apologia ao uso de armamento de fogo, inclusive por civis. ;Da próxima vez, quero ver 200 pessoas armadas aqui dentro;, disse ele, sob aplausos.

;A arma, mais que a defesa da vida, é a garantia da nossa liberdade;, justificou, acompanhado dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) e Fernando Francischini (PSL-PR), além do ator Alexandre Frota ; já anunciado pelo pré-candidato como seu ministro da Cultura, caso seja eleito. Durante o evento, no qual cada presente pagou R$ 45 para participar, o presidenciável recebeu de presente um boneco com sua imagem, com faixa presidencial e fuzil nas mãos.

Eduardo Bolsonaro reforçou o tom bélico. ;Presidente tem que meter bala em vagabundo e não formar quadrilha com eles;, declarou. Sentado na primeira mesa em frente ao palco, com duas armas na cintura, camisa camuflada e boina do exército, coronel Mário Sérgio Bradock, policial federal aposentado, aplaudia. ;É inerente do ser humano andar armado. Se alguém está armado, eu tenho que estar também. Tem que nivelar;, disse. ;Se vier um cara de dois metros de altura me atacar, eu, que sou baixinho, vou me defender como?;, questionou.

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