Americanos expulsos

Americanos expulsos

postado em 30/03/2018 00:00
 (foto: Chris J Ratcliffe/AFP - 6/3/18
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(foto: Chris J Ratcliffe/AFP - 6/3/18 )

O governo dos Estados Unidos classificou como injustificada a decisão, anunciada ontem pela Rússia, de expulsar 60 diplomatas americanos e fechar o consulado dos EUA em São Petersburgo, em mais uma rodada da crise diplomática iniciada com o envenenamento por agente químico de um ex-espião russo radicado no Reino Unido. Moscou apresentou a medida como retaliação à expulsão de igual número de emissários seus em Washington e Nova York, além do fechamento de seu consulado em Seattle. Desde o incidente com o agente duplo Sergei Skripal, no último dia 4, mais de 20 países, além da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), declararam persona non grata mais de 140 diplomatas russos.

As represálias foram comunicadas à imprensa, em Moscou, pelo chanceler Sergei Lavrov, que apresentou a iniciativa como a aplicação do princípio de reciprocidade. Inicialmente, a Rússia já tinha expulsado 23 diplomatas britânicos, em resposta simétrica à reação inicial do Reino Unido ao caso de Skripal. As autoridades de Londres sustentam que o ex-espião foi envenenado com um agente neurotóxico de uso militar desenvolvido pela Rússia, embora proibido pela convenção internacional dos anos 1970, que baniu as armas químicas. Lavrov reiterou o argumento de que seu governo está ;reagindo a medidas absolutamente inaceitáveis tomadas sob pressão; dos EUA e do Reino Unido;.

;Não há qualquer justificativa para a reação russa;, respondeu, em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. A expulsão dos 60 diplomatas russos, anunciada na segunda-feira, é a mais drástica da história das relações bilaterais. Em conjunto com as represálias tomadas pelos demais países, em solidariedade ao Reino Unido, ela constitui uma crise que não encontra precedentes sequer no período da Guerra Fria (1945-1990) entre o Ocidente e a hoje extinta União Soviética.

Recuperação

Yulia Skripal, filha do ex-agente que foi internada com ele pela intoxicação com o agente neurotóxico, apresentou ontem acentuada evolução e seu estado não era mais considerado crítico. ;Estou feliz em poder anunciar uma melhora no estado dela;, informou Christine Blanshard, diretora do hospital de Salisbury onde pai e filha estão internados. ;Ela tem respondido satisfatoriamente ao tratamento, mas continua a receber cuidados clínicos especializados 24 horas por dia;, completou a médica. O ex-espião continuava em situação ;crítica, porém estável;.


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