No tabuleiro da baiana tem...

No tabuleiro da baiana tem...

postado em 30/03/2018 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)




Um pedacinho da Bahia ocupa um espaço famoso no Cruzeiro Velho. O restaurante Casa de Mainha, comandado por Ray Neto, é conhecido na região por oferecer a genuína gastronomia baiana. O chef, que nasceu em Salvador, ganhou popularidade no Cruzeiro após abrir uma barraquinha de acarajé em uma praça da cidade. Logo, o negócio cresceu e se transformou num restaurante, que funciona desde 2015.

;A proposta do restaurante é o resgate da culinária baiana;, explica o chef e proprietário. Por isso, o cardápio só traz pratos regionais e os ingredientes utilizados nas receitas vêm diretamente de Salvador. Um dos preparos marcantes do menu é o caldo de sururu (R$ 20). ;O sururu é um tipo de marisco que cai muito bem como um caldo para esquentar o corpo, reaver as energias. Ele te levanta!”, explica Ray.

Ray ensina que o sururu é marinado com tempero, refogado e, em seguida, cozido. Depois, o prato recebe batata-baroa cozida, leite de coco, azeite de dendê e pimenta. A iguaria, que tem aproximadamente 220ml, é servida com rodelas de pão, limão e pimenta.



Direto da Bahia
O sabor do tempero baiano é marca registrada do restaurante Ki-Mukeka. A marca nasceu em Feira de Santana, na Bahia, há 37 anos, e hoje tem diversas filiais no estado e uma no Distrito Federal. Aqui, na capital federal, o menu do restaurante é elaborado por Nelson Oliveira.

Um dos pratos mais característicos da gastronomia baiana é o bobó de camarão, presente no cardápio do restaurante. ;Esse prato tem muita saída. Ele é basicamente a moqueca de camarão com massa de mandioca;, explica Nelson. O prato é farto: por R$ 161,90, comem entre duas e três pessoas.

;Essa receita é bem de raiz baiana mesmo;, conta o chef. Ele ressalta que a estrela do prato é o camarão. ;São 450g de camarão. Aqui a gente usa o camarão cinza, que vem diretamente da Bahia;, completa. O bobó de camarão acompanha arroz, pirão e farofa.



Tradição paraense
A gastronomia paraense salta aos olhos. Pelas habilidosas mãos de Jacirema Almeida, os pratos nortistas são os destaques do Delícias do Pará, quiosque da Feira da Torre.

Entre os preparos, o tacacá (R$ 30; R$ 25 ; pequeno) se destaca. ;Esse é um caldo feito com tucupi, jambu, goma e camarão seco. Tem quem venha comer ele e se sinta saciado, já outros preferem o tamanho menor, para ser seguido de outro preparo;, revela Maria Nazaré, a Naná, filha de Jacirema, que auxilia a mãe na administração do espaço. ;Até hoje minha mãe faz tudo que servimos, com muito carinho;, conta Naná.

Já para quem pensa em Norte e lembra do bacalhau brasileiro, o pirarucu, Naná revela as opções do menu para a semana santa, servido em várias versões: o pirarucu à moda da casa (R$ 45) ; peixe frito, cebola caramelizada, arroz, jambu, vinagrete e farofa; pirarucu desfiado (R$ 35) ; refogado e acompanhado de arroz, farofa e vinagrete; ou ainda arroz de pirarucu desfiado (R$ 40), com bastante cebola, alho, azeitona e um toque de jambu.


;Até hoje minha mãe faz tudo que servimos, com muito carinho;

Maria Nazaré,
empresária


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