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postado em 05/04/2018 00:00



Desigualdade

Há uma premissa verdadeira de que o governo arrecada muito e entrega pouco. A questão principal é quem recebe até dois salários mínimos pagar tributo sobre tudo: energia, gás, gasolina, celular, alimentos. Não tem escolha. Já quem recebe 30 salários-mínimos é tributado em apenas um terço da renda. A população pobre e trabalhadora fica pagando 197 dias de impostos, que pegam o informal. Isso é uma injustiça. A revista The Economist mostrou, no fim de 2017, que há uma diferença entre a carga tributária real sobre as corporações no Brasil e a que elas pagam, tudo porque há subsídios, evasão fiscal. Ou seja, quem pode, devido à capacidade contributiva, não paga ou recolhe muito menos. É uma aberração tributária que só existe no Brasil e na Estônia. Essa isenção faz com que 0,01% dos mais ricos paguem muitíssimo menos imposto, na proporção da sua renda, que os demais cidadãos de classe média e, sobretudo, assalariados. O Banco Mundial recomenda uma alteração urgente nessa anomalia tributária. Quanto mais concentrada a riqueza, maior é o processo de produção de pobreza. Uma sociedade com menos desigualdades é melhor para todos.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Barbosa

Entre os governantes passados, fatos agora descobertos pela Lava-Jato indicam que, à sombra de discursos circenses e promessas fantasiosas aos seus seguidores, poucos agiram com honra e honestidade perante a pátria que representam a um custo extremamente exorbitante. Igualmente, aos honrados, em sua passagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-Ministro Joaquim Barbosa sacudira o país desde o Pico da Neblina ao Chuí e, espargindo esperança, aquecera corações e mentes até nos mais distantes rincões desta nação, mostrando que lei não é adereço nem impunidade é refúgio. Agora, o Brasil inteiro aguarda, ansiosamente, para ver ;por quem os sinos dobram;: se para os que desmantelaram a economia nacional em proveito próprio ou se para o povo que vem pagando a criminosa fatura.
; Juareis José de Lima,
Asa Sul


Coragem

Nós, brasileiros, não sei se por covardia, dificilmente reivindicamos sobre nossos direitos, e muitos chegam a dizer que não vale a pena reclamar. Há algum tempo, enorme tapume cercava um espaço de esquina na comercial da SQS 207; a pretensa obra estava embargada pela Justiça. Ali seria erguido uma construção, provavelmente irregular, que reduziria a área verde da quadra. Moradores do local se reuniram em defesa deles e de Brasília, que a cada dia tem o seu projeto modificado pela ganância de alguns. Levaram o caso ao governador Rollemberg, que os ouviu e prometeu atendê-los. Assim o fez. Hoje, ao passar pela quadra, o tapume foi retirado e o lixo, recolhido. Também li em umas faixas estendidas nas frondosas árvores palavras de agradecimento ao governador. Vale a pena reclamar, sim. O que não devemos é nos omitir. Se a comunidade não protestasse, o prédio, a loja, sei lá, seria erguido.
; Josuelina Carneiro,
Asa Sul


Rodrigo Maia

Rodrigo Maia é tolo e ingrato. Pensa (perdão, foi mal) que sabe tudo de política. Agora, com Temer passando por pesadas acusações, Maia se nega a defender o legado do presidente. Manoel Bandeira, Santo Deus, quanta besteira. Maia deveria acender velas gigantes de agradecimentos a Temer. É ele quem procura salvar o Rio de Janeiro do caos, mandando recursos para as forças de segurança instaladas no Estado e para o governador Pezão tentar colocar em dia as finanças, pagando fornecedores e salários de funcionários. Rodrigo se ilude, achando que, assim, cuspindo no prato que comeu bastante, vai alavancar sua candidatura à Presidência da República. Coitadinho!
; Vicente Limongi Netto,
Lago Norte





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