Homenagens a Martin Luther King Jr.

Homenagens a Martin Luther King Jr.

postado em 05/04/2018 00:00
 (foto: Brendan Smialowski/AFP)
(foto: Brendan Smialowski/AFP)
Uma coroa de flores foi colocada na sacada do Lorraine Motel, em Memphis (Tennessee), no exato local do assassinato de Martin Luther King Jr.. Às 18h01 (20h01 em Brasília), o sino do histórico Clayborn Temple, na mesma cidade, ressoou por 39 vezes ; uma referência à idade do reverendo quando foi morto, em 4 de abril de 1968. Em todos os Estados Unidos, multidões renderam homenagens ao pacifista que se ergueu contra as desigualdades raciais e liderou o movimento dos direitos civis no país. Em Washington, uma vigília com orações teve início por volta das 7h, diante do enorme busto de MLK esculpido na rocha, próximo ao National Mall. Filha do pastor, Bernice King discursou em uma igreja de Atlanta e destacou que o pai ;lutou a vida inteira para assegurar a inclusão de todos;. ;Ele lutou por justiça, igualdade e paz.;

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou documento no qual proclamou o 4 de abril de 2018 como ;um dia para se honrar o legado do Dr. King;. ;Não será este governo que alcançará os ideais do Dr. King, mas, sim, as pessoas deste grande país que cuidarão para que nossa nação represente tudo o que é bom e verdadeiro, e incorpore a unidade, a paz e a justiça;, afirmou o republicano, por meio de comunicado. ;Devemos ativamente aspirar e garantir o sonho de viver juntos como um povo com propósito comum. (;) O Dr. King convocou os americanos a rejeitar impulsos e preconceitos feios, e a reconhecerem a beleza e a humanidade de todas as pessoas, independentemente da cor de sua pele. (;) Ainda que ele tenha sido tirado dessa Terra de maneira injusta, ele nos deixou como legado a justiça e a paz;, acrescentou Trump.

Visionário
;Martin Luther King Jr. foi o defensor mais influente da resistência não violenta contra a opressão, no século 20, e o líder mais conhecido da luta afro-americana pelos direitos igualitários de cidadania;, declarou ao Correio Clayborne Carson, fundador do Instituto Martin Luther King Jr., da Universidade de Stanford. ;Suas ideias visionárias continuam a influenciar as lutas contemporâneas pelos direitos humanos;, acrescentou.

Guardião dos documentos de MLK, Carson disse que nunca se encontrou pessoalmente com o ativista, mas foi inspirado ao estar presente no famoso discurso ;Eu tenho um sonho;, nas escadarias do Lincoln Memorial, em 28 de agosto de 1963. Ele reconhece que há um longo caminho até que as aspirações de King sejam cumpridas. ;Em quase todos os aspectos da vida americana, os negros têm menos oportunidades para progresso socioeconômico do que os brancos. Embora essa nação justificasse sua independência, ao afirmar o ;direito inalienável; de todas as pessoas a terem ;vida, liberdade e busca de felicidade;, esse ideal está longe de ser conquistado;, disse Carson. (RC)



Reencenação de foto



Em 29 de março de 1968, mais de 5 mil afro-americanos carregaram placas com a frase ;Eu sou um homem;, na marcha ocorrida durante a greve de garis de Memphis. O protesto foi registrado pelas câmeras e deu origem a uma fotografia famosa. A cena foi repetida ontem, em tributo a Martin Luther King Jr., que participou do protesto, meio século atrás.




Grande avanço

;A aprovação das leis de direitos civis foi um grande avanço histórico, mas os objetivos de Martin Luther King Jr. foram mais amplos do que simplesmente direitos de cidadania. Como ele mesmo disse na palestra após receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1964, suas metas incluíam o fim da pobreza e da guerra. E elas ainda não foram cumpridas.;



Clayborne Carson, fundador do Instituto Martin Luther King Jr., da Universidade de Stanford

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