Fora da curva

Fora da curva

Experimentamos a versão topo de linha do City, a EXL. O sedã compacto premium da Honda assusta pelo preço, peca na lista de equipamentos, mas vai muito bem no conforto embarcado

» Geison Guedes Especial para o Correio
postado em 05/04/2018 00:00
 (foto: Fotos: Geison Guedes/Esp.CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Geison Guedes/Esp.CB/D.A Press)


Para atender a todos os gostos e bolsos, o mercado automotivo criou as categorias de automóveis. Dos modelos de entrada aos mais luxuosos, são inúmeras opções oferecidas pelas diversas montadoras. Alguns segmentos se subdividem. No Brasil, os compactos contam com modelos comuns e premium. A diferença entre um e outro está na quantidade de equipamentos, no tipo de acabamento e, logicamente, no preço mais alto dos topos de linha.

Os compactos premium, por sua vez, apresentam outra divisão: hatches e sedãs. Geralmente, os modelos dessas duas categorias têm a mesma base. Exemplos não faltam, como os Volkswagen Polo e Virtus, o Ford Fiesta (que tem o mesmo nome para os dois estilos), os Hyundais HB20 e HB20S, os Fiat Argo e Cronos e por aí vai. A Honda, no entanto, fez diferente. O sedã compacto premium da japonesa é o City, que não foi a inspiração para um hatchback, mas sim para um monovolume, o Fit.

Como o irmão, o City chega à metade da vida (a sexta geração ; o Fit está na terceira) e acaba de ganhar um facelift. Os visuais, interno e externo, foram levemente alterados, houve um incremento de equipamentos, porém manteve o preço acima da média. O modelo parte de R$ 60,9 mil na versão de entrada, mas chega a salgados R$ 83,4 mil no modelo topo de linha, EXL. Testamos a opção mais completa e podemos afirmar que, mesmo sendo um bom carro, passa longe de valer mais de R$ 80 mil.





Detalhes


Em relação à geração anterior, o City ganhou formas mais esportivas. Os faróis e a grade foram redesenhados. Os vincos na dianteira estão mais acentuados e elegantes. As laterais são iguais às da versão anterior. A traseira teve pequenas alterações, o para-choque ganhou uma saída de ar (no mesmo estilo da grade dianteira), o que passa uma sensação de maior esportividade. As lanternas, agora em LED, ganharam dupla tonalidade, em vermelho e em um tom claro.

Tela

Se a carroceria recebeu poucas mudanças, o interior, ainda menos. A única novidade é a tela da central multimídia de sete polegadas, que segue o mesmo estilo da do Fit e do WR-V. De resto, tudo igual. O que permanece o mesmo ; e é um dos grandes destaques do City ; é o espaço interno. O sedã compacto tem aparência de carro médio e leva com conforto cinco pessoas (lógico que quem viaja no meio sofre um pouco de aperto, mas nada demais). A área para pernas nos bancos de trás é excelente, até mesmo para pessoas mais altas. Sem falar no porta-malas, que, com seus 536 litros, carrega a bagagem de toda a família e ainda sobra espaço.




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