Itens de segurança são ponto negativo

Itens de segurança são ponto negativo

postado em 05/04/2018 00:00
 (foto: Geison Guedes/Esp.CB/D.A Press)
(foto: Geison Guedes/Esp.CB/D.A Press)


Quando um veículos compacto custa mais de R$ 80 mil, a expectativa é que ele venha super- equipado. Infelizmente não é o caso do City. O japonês peca, e muito, nesse quesito. Não que a lista de equipamentos dele seja ruim, mas falta muita coisa. A EXL, por ser topo de linha, vem com ar-condicionado digital, central multimídia com conexão bluetooth, Apple CarPlay, Google Auto, navegador e comandos no volante, uma entrada USB, vidros, travas, retrovisores (com rebatimento) e direção elétricos, faróis, lanternas, luzes de apoio e de circulação diurna em LED, piloto automático, câmera de ré, bancos em couro e seis airbags (frontais, laterais e de cortina).

No entanto, a lista de equipamentos que falta ao City é tão grande quanto a que está presente no sedã. Para se ter uma ideia, tudo é feito pela chave, da abertura das portas à partida, não existe a comodidade de ligar o motor por botão ou abrir as portas sem usar a chave. O ar-condicionado, mesmo digital, poderia ser de duas zonas. Num mundo cada vez mais conectado, deveria haver mais de uma entrada USB. Apesar da câmera de ré, o sensor de estacionamento traseiro ; e dianteiro também ;, faz falta durante as manobras. À noite, falta iluminação no quebra-sol.

Outro ponto delicado é a segurança, tirando os itens obrigatórios por lei, como airbags frontais e freios ABS, ele vem apenas com Isofix e as quatro bolas de proteção extra, e nada mais. Elementos de segurança, que deveriam ser de série em qualquer modelo nessa faixa de preço, como controle de tração e estabilidade, auxiliar de partida em rampa, alerta de frenagem de emergência, alerta de ponto cego e até freio eletrônico de estacionamento, não estão presentes no sedã nem como opcionais.

Mais do mesmo

O City, como o Fit e o WR-V, utiliza o motor 1.5 de 116 cavalos e 15,3kgfm de torque quando abastecido com etanol e 115 cavalos e 15,2kgfm com gasolina, a transmissão é automática do tipo CVT, que, no sedã, conta com simulação de sete marchas, que podem ser alternadas pelas borboletas no volante. O motor deixa a desejar. O câmbio, apesar de macio, é barulhento, como a maioria dos CVTs.

Suspensão

Algumas manobras básicas, como ultrapassagens, retomadas e saídas de velocidade, são feitas com certo esforço. É preciso ;encher; o motor para realizá-las com maior facilidade, mas é o que faz o propulsor urrar ainda mais. O consumo foi outro detalhe que deixou a desejar. O sedã fez, em média, apenas 10km/l, abastecido com gasolina, abaixo dos primos, que ficaram na casa dos 11km/l.

Um ponto positivo do City é a suspensão. O sistema é, de longe, a melhor parte do conjunto mecânico. Além disso, se o japonês não for o mais macio, está no top três da categoria. O rodar do modelo é muito confortável, nem mesmo o asfalto esburacado de Brasília provoca solavancos ou trepidações na cabine. Todos os impactos são absorvidos ; e muito bem ; pela suspensão.


Ficha técnica
  • Motores: 1.5 de 116cv a 6.000rpm e torque de 15,3kgfm a 4.800rpm (e) e 115cv a 6.000rpm e torque de 15,2kgfm a 4.800rpm (g)
  • Dimensões: 4.455mm de comprimento; 1.695mm de largura; 1.485mm de altura e 2.600mm de entre-eixos;
  • Transmissão: automática CVT
  • Direção: elétrica
  • Porta-malas: 536 litros
  • Suspensão: independente na dianteira e eixo de torção na traseira
  • Freios: a disco na dianteira e tambor na traseira
  • Consumo: 10km/l na cidade com gasolina
  • Preço: a partir de R$ 83,4 mil



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