Rendimento estável

Rendimento estável

postado em 28/04/2018 00:00

A força de trabalho (ocupados e desocupados), de acordo com a Pnad Contínua, foi estimada em 104,3 milhões de pessoas entre janeiro e março de 2018 ; estável, se comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2017, mas com expansão de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 1,1 milhão de pessoas). O pessoal fora da força de trabalho, este ano, é de 64,9 milhões, semelhante ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 e ao mesmo trimestre do ano anterior.

De acordo com o levantamento, o rendimento médio dos brasileiros empregados também se manteve estável. O valor recebido foi estimado em R$ 2.169 no três primeiros meses deste ano, semelhante ao embolsado de outubro a dezembro de 2017 (R$ 2.173) e de janeiro a março de 2017 (R$ 2.169). Apenas na categoria serviços doméstico, foi registrado aumento do ganho médio (2,4%), no confronto com o ano anterior. A massa de rendimento real recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas ficou nos mesmos patamares, em R$ 191,5 bilhões, em ambas as comparações.

A Pnad Contínua também demonstrou que o número de ocupados, de 90,6 milhões no trimestre de janeiro a março de 2018, caiu 1,7% em relação aos três últimos meses de 2017 (menos 1,528 milhão de pessoas). Em relação a semelhante período do ano passado, quando havia no Brasil 88,9 milhões de pessoas ocupadas, houve crescimento de 1,8% (mais 1,634 milhão).

O nível da ocupação (percentual de ocupados na população em idade de trabalhar) foi de 53,6%, de janeiro a março de 2018, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao período outubro-dezembro de 2017 (54,5%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, quando a ocupação foi de 53,1%, houve queda de 0,5 ponto .

Público e privado


No setor privado, há 32,9 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada (excluídos os domésticos). Houve queda de 1,2% (menos 408 mil pessoas) frente ao trimestre anterior, e redução de 1,5% (493 mil), no confronto com 2017. Já o número dos sem carteira assinada (10,7 milhões), este ano, recuou em 402 mil pessoas e cresceu 5,2% (533 mil), em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Da mesma forma, a quantidade de trabalhadores por conta própria (23 milhões) ficou estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 3,8% (839 mil) em relação ao mesmo período de 2017.

A categoria dos trabalhadores domésticos (6,2 milhões) encolheu 2,6% no confronto com o trimestre anterior e se manteve estável frente ao início de 2017. No setor público (inclusive servidores estatutários e militares), há 11,2 milhões de pessoas, com queda 2,2% frente ao trimestre anterior, mas alta de 3,2% em relação ao mesmo trimestre de 2017. (VB)

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