Pompeo estreia cobrando aliados

Pompeo estreia cobrando aliados

postado em 28/04/2018 00:00
 (foto: John Thys/AFP )
(foto: John Thys/AFP )


Mike Pompeo estreou como secretário de Estado norte-americano cobrando dos parceiros na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em particular da Alemanha, que elevem os próprios gastos com a defesa e desafoguem o país que lidera a aliança. Reunido com os demais chanceleres do pacto militar, em Bruxelas, Pompeo insistiu na exigência do presidente Donald Trump de que os demais países-membros honrem o compromisso firmado em 2016, em um encontro de cúpula, de garantir 2% do orçamento para a área de defesa até 2024.

;Os países europeus devem se encarregar das responsabilidades necessárias para sua segurança e explicar a seus cidadãos por que é fundamental cumprir com as suas obrigações nos gastos da área;, disse o secretário de Estado à imprensa ao deixar a sede da Otan. Na véspera, ele tinha obtido a confirmação do Senado e prestado juramento para que pudesse estar presente à reunião de ministros de Relações Exteriores da aliança. ;Seis governos já fazem isso, outros nove apresentaram planos críveis de serem cumpridos. Já é hora de os outros 13 integrantes da Otan se colocarem nesse nível, especialmente a Alemanha, que é o maior e mais rico entre os europeus.;

O tom afirmativo e agressivo de Pompeo, quando respondeu aos jornalistas, contrastou com a impressão transmitida pelo chanceler de Luxemburgo, Jean Asselborn, sobre a primeira participação do novo colega no fórum da aliança. ;Mike Pompeo insistiu, evidentemente, na necessidade de compartilhar a carga (dos gastos), mas o fez sem nenhuma agressividade. Ao contrário, esteve atento e participou de todas as discussões;, relatou. O alemão Heiko Maas, que assumiu o posto na recomposição do gabinete da chanceler (chefe de governo) Angela Merkel, esquivou-se de confirmar se está em consideração o aumento das verbas para defesa, mas rejeitou as críticas: ;A Alemanha tem uma percepção de sua responsabilidade internacional e também de que estamos cumprindo nossas obrigações com a Otan;.

O secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, elegeu como tema central do encontro a necessidade de responder à ;agressão; da Rússia com uma mescla entre dissuasão militar e diplomacia. ;Continuaremos com a via de mão dupla;, disse aos jornalistas após o encerramento do encontro. Os ministros também discutiram os projetos de expansão das missões de formação das forças de segurança no Iraque e no Afeganistão, onde estão presentes 13 mil militares da Otan e de países aliados.

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