Tubo de ensaio

Tubo de ensaio

Fatos científicos da semana

postado em 28/04/2018 00:00
 (foto: Nicholas Kamm/AFP - 18/1/13
)
(foto: Nicholas Kamm/AFP - 18/1/13 )

Segunda-feira, 23
Doação para o clima

O ex-prefeito de Nova York e filantropo bilionário Michael Bloomberg (foto) prometeu doar US$ 4,5 milhões para cumprir o compromisso dos Estados Unidos com o acordo climático de Paris. Em junho passado, o presidente Donald Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do pacto, defendido por seu antecessor, Barack Obama. O mandatário, cujo Partido Republico tem fortes laços com a indústria de combustíveis fósseis, disse que o acordo era injusto com a maior economia do mundo. O tratado histórico foi acordado por 197 nações em 2015 após intensas negociações em Paris, onde todos os países fizeram promessas voluntárias de redução das emissões de carbono para 2030. ;Os Estados Unidos se comprometeram e, como americano, se o governo não fizer isso, todos temos responsabilidade;, disse ao programa Face the Nation, da emissora CBS. Dias depois do anúncio de que os Estados Unidos estavam abandonando o pacto, Bloomberg liderou quase mil empresários e autoridades para declarar que respeitariam o acordo.


Terça-feira, 24
Autismo em alta nos EUA

A taxa de autismo nos Estados Unidos subiu para uma em cada 59 crianças, acima das estimativas anteriores de uma em 68, segundo um relatório do governo. Chamando o transtorno de desenvolvimento neurológico de uma ;preocupação urgente de saúde pública;, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que a mudança representa um aumento de 1,5% para 1,7% das crianças. A prevalência de autismo nos Estados Unidos era de apenas um em 5 mil em 1975, e vem aumentando constantemente nos últimos anos, tendo crescido 150% desde 2000, assinalou o documento do CDC. Os pesquisadores ainda não sabem o que causa o autismo, ou por que ele parece estar em aumento. O transtorno também é cerca de quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.


Quarta-feira, 25
Cérebro neandertal

Pela primeira vez, pesquisadores tentaram reconstruir o cérebro do homem de Neanderthal em 3D, uma abordagem original que poderá ajudar a entender melhor nosso primo. Para realizar esse trabalho, cientistas da Universidade de Keio, no Japão, modelaram, a partir de ressonâncias magnéticas de cerca de 1,2 mil pessoas, o que poderia ser chamado de cérebro ;médio; do Homo sapiens do século 21. Então, eles deformaram digitalmente o órgão, para tomar a forma de crânios do Homem de Neanderthal e de antigos Homo sapiens. Segundo o estudo publicado na Scientific Reports, as modelagens mostram que o homem moderno apresenta morfologias cerebrais significativamente diferentes, incluindo um cerebelo maior. Os neandertais apareceram na Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio há 200 mil anos. Eles desapareceram há cerca de 30 mil anos, sem que ninguém saiba por quê.



Mais primatas do que o estimado

Pode haver duas vezes mais gorilas e chimpanzés na África Ocidental do que se pensava, mas suas populações continuam em perigo de extinção, reduzindo rapidamente e com necessidade de proteção urgente, segundo as descobertas de um estudo da Wildlife Conservation Society (WCS). De acordo com uma nova contagem, há cerca de 362 mil gorilas-ocidentais-das-terras-baixas no oeste da África equatorial, em comparação com as estimativas anteriores de entre 150 mil e 250 mil indivíduos. Os chimpanzés, por sua vez, chegam a 129 mil, em comparação com contagens anteriores de entre 70 mil e 117 mil. Os pesquisadores disseram-se ;encantados; de ter uma estimativa mais precisa desses dados, mas isso não muda o fato de que os gorilas e os chimpanzés continuam sendo espécies em perigo de extinção. ;O que nos preocupa é que os gorilas desaparecem a um ritmo de 2,7% por ano;, disseram, no estudo.


Quinta-feira, 26
Sacrifício em massa

O maior sacrifício em massa de crianças no mundo ocorreu há cerca de 550 anos no Peru, onde arqueólogos encontraram os restos de mais de 140 meninos e meninas e de 200 lhamas oferecidas em um ritual, anunciou a National Geographic. A descoberta, que obrigaria uma revisão na história de sacrifícios humanos, aconteceu em um penhasco sobre o Oceano Pacífico, na região de La Libertad, uma zona onde se expandiu a civilização pré-colombiana Chimú. ;Embora tenham sido registrados incidentes de sacrifícios humanos entre os aztecas, os maias e os incas nas crônicas espanholas da era colonial e tenham sido documentados em escavações científicas modernas, a descoberta de um evento de sacrifícios de crianças em grande escala na pouco conhecida civilização pré-colombiana Chimú é uma descoberta sem precedentes não só na América, mas no mundo todo;, apontou a National Geographic em seu relatório. As 140 crianças sacrificadas tinham entre 5 e 14 anos, e as lhamas, menos de 18 meses de idade. A civilização Chimú se estendeu ao longo da costa peruana até o atual Equador, e desapareceu em 1475, ao ser conquistada pelo Império Inca.


Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação