A virtude e os códigos de honra na política

A virtude e os códigos de honra na política

Por Maria Paula
postado em 27/05/2018 00:00

Na última sexta-feira, participei do lançamento do livro O presidente que queremos. O despertar de uma nova política. Durante o agradável evento, que ocorreu no restaurante Carpe Diem, em Brasília, o autor do livro, o professor e doutor Antônio Monteiro das Santos, comentou que suas palavras são um grito de alerta, que mostra uma visão clara, possível e urgente, de uma nova ordem mundial. Reproduzo aqui, parte de seu discurso, por considerar sua enorme lucidez benéfica a todos:

;Estamos vivendo momentos tumultuosos e escuros, nos quais a corrupção, a mentira, a desonestidade, a falta de transparência e a integridade parecem ser a tônica do dia. Nos dias de hoje, a política está desvinculada das suas bases filosóficas, psicossociais e até espirituais, estando, assim, distante da sua prática verdadeira, que culmina no ofício de realmente servir ao povo.

Nossa preocupação com esse estado de coisas nos levou a conceber essa obra. Ela nasceu depois uma busca interna silenciosa e de uma confiança profunda na verdadeira natureza do ser humano, que se constitui de virtudes, alegrias, força, sabedoria e amor. E essa natureza é capaz de se sobrepor a qualquer movimento contrário a ela, não importa o quão difíceis nos pareçam os acontecimentos e quanto tempo eles permaneçam.

Assim, este livro apresenta um modelo de presidente e político oposto à maioria dos governantes historicamente conhecidos. Um presidente, um político, virtuoso, sábio e inteligente, firme e consciente é capaz de atender ao clamor das ruas em busca de alguém em quem se possa confiar, e que realmente faça a diferença.

O seu conteúdo se destina ao topo da classe política, assim como a todos os líderes, cujas decisões influenciam e impactam a vida das pessoas. Também é dirigido para o cidadão comum, que é corresponsável no aperfeiçoamento do processo social e democrático, por meio do voto e de ações não violentas.

Quando a consciência dorme, somente a inteligência prolifera e a sabedoria adormece. Inteligência sem sabedoria é perigosa, traz destruição e separação, em vez de união. Combinando inteligência e sabedoria, o ser humano é capaz de fazer aquilo que a princípio parecia impossível se tornar possível;.

Desse modo, o autor inverteu a lógica da frase antológica de Rui Barbosa: ;De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver se agigantar o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça e ter vergonha de ser honesto;.

Transformando-a em: De tanto ver triunfar a verdade, prosperar a honra, crescer a justiça e agigantarem-se os poderes nas mãos dos bons, o ser humano recupera a confiança na virtude, volta a sorrir gentilmente da desonra e começa a ter vergonha de ser desonesto

Recomendo fortemente a leitura desse livro, que oferece ao leitor uma realidade possível, em que as virtudes encontrem condições de se sobrepor à ganância e às mazelas.

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