Otimismo no setor produtivo

Otimismo no setor produtivo

» Luiz Calcagno
postado em 01/06/2018 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

;O pior já passou. Agora temos de calcular o prejuízo.; Assim o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento do Distrito Federal, Argileu Martins da Silva, resumiu o momento do setor produtivo no DF. A greve dos caminhoneiros prejudicou quem planta, cria, transporta e revende, além do consumidor, que pagou mais caro pelos alimentos. Com as rodovias liberadas, abacaxi, tomate e batata voltaram às prateleiras. Alguns preços recuaram, mas também há produtos com valores cobrados bem acima da tabela. Pelo menos no varejo, a expectativa é de que a situação se normalize até a próxima quinta-feira.

Para criadores de aves e suínos, porém, serão necessários meses até que as contas saiam do vermelho. ;A greve interferiu no ciclo de produção, desde o nascimento até o abatedouro. A ação que fizemos juntos impediu que morressem 10 milhões de frango de corte e 1,8 milhão de matrizes que colocam os ovos férteis. Mesmo assim, em um momento de crise, até estruturar o setor, o desempenho zootécnico diminuiu;, explica Argileu. ;Hoje (ontem), aqueles que exportam a pintainha, o pintinho de um dia, enviaram os caminhões para o Nordeste. E temos suinocultores que foram buscar farelo de soja para a criação em Anápolis (GO);, completa.

Frutas e legumes
Os preços de frutas como banana, mamão, limão, laranja, maçã e pera, que chegam de outras unidades da Federação, permanecerão entre 20% e 30% mais altos por mais dias. Os valores do tomate e da batata, bastante afetados na crise, no entanto, recuaram. No primeiro caso, a caixa de 20kg passou de R$ 50 para R$ 130 e, agora, voltou para R$ 50. Quanto à batata, o preço da saca de 50kg saiu de R$ 100 para R$ 200, chegando a R$ 250, mas caiu para R$ 160. ;Na Central de Abastecimento do DF (Ceasa), o prejuízo foi de R$ 10 milhões. Na Feira de Ceilândia, cerca de R$ 5 milhões. Apesar disso, há otimismo. Os produtores voltaram a colher, voltaram a carregar os caminhões;, destacou o secretário Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento.

O presidente da Ceasa, José Deval, disse que a movimentação na central ontem foi equivalente a 75% de um dia normal. Segundo ele, sábado, o abastecimento deve chegar a 99% se comparado com fins de semana anteriores à greve dos caminhoneiros. ;Para normalizar mesmo, ainda precisaremos de alguns dias. A nossa maior preocupação é com a maçã e com a pera, que vêm do Sul. Podemos dizer que o mercado varejista está funcionando dentro da normalidade. A preocupação maior é com o atacadista. A população pode fazer compras com tranquilidade;, disse.







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