Vacina contra Aids ataca ponto fraco do HIV

Vacina contra Aids ataca ponto fraco do HIV

postado em 05/06/2018 00:00
 (foto: CSIC/Divulgação)
(foto: CSIC/Divulgação)

Uma parte dos ;espinhos; existentes na superfície do HIV e utilizados pelo vírus para entrar nas células pode ser a base para uma vacina que tem tido resultados promissores em testes com mamíferos. A fórmula criada por um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu eliminar dezenas de linhagens do micro-organismo em camundongos, porquinhos-da-índia e macacos, revelando um ponto fraco a ser explorado contra a infecção em humanos.

;Os cientistas utilizaram seu detalhado conhecimento da estrutura do HIV para descobrir um local incomum de vulnerabilidade no vírus. Com isso, eles puderam desenhar uma vacina nova e potencialmente poderosa. Esse elegante estudo tem potencial para ser um passo importante na busca por uma vacina segura e eficaz contra o HIV;, afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), onde a pesquisa é conduzida.

O ponto-chave é um peptídeo de fusão do HIV que havia sido identificado pelos cientistas do Niaid em 2016. Ele tem uma curta sequência de aminoácidos e é especialmente promissor por ter uma estrutura igual na maioria das linhagens do vírus. Além disso, como não tem açúcares, pode ser ;visto; pelo sistema imunológico, que, assim, produz uma forte resposta imune contra ele.

Ratos receberam injeções com diferentes combinação da vacina, e os pesquisadores identificaram que os anticorpos gerados agiram contra o peptídeo de fusão do HIV presente na fórmula, neutralizando até 31% dos vírus de um total de 208 linhagens de HIV. Experimentos com porquinhos-da-índia e macacos também mostraram produção de anticorpos e reações semelhantes. Os resultados alcançados foram divulgados na edição de ontem da revista Nature Medicine e, segundo os pesquisadores, fornecem evidências iniciais de que a vacina pode funcionar em múltiplas espécies. A estimativa é de que os testes com humanos comecem no segundo semestre de 2019.

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