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postado em 05/06/2018 00:00
O petróleo é nosso?
A demissão de Pedro Parente revela o descompromisso com a estabilidade econômica do país e nos remete a discussão mais profunda. O movimento paredista dos caminhoneiros não tinha, em princípio, relação com a política de preços da Petrobras, mas com a derrama de impostos do governo (ou desgoverno), que não reduz o desperdício de dinheiro público. Os preços de combustíveis da empresa estão em conformidade com os internacionais. Se houvesse seriedade e profissionalismo no Estado brasileiro, reformas já teriam sido feitas, eliminando os ralos que são as pragas que destroem nossa economia. Não passou pela cabeça corrupta dos interesseiros de carteirinha que bastava ser patriota e eliminar penduricalhos do funcionalismo público travestidos de auxílio-moradia, gratificações, diárias e outras imoralidades para o erário ter robustez e bancar a redução dos combustíveis? Ao contrário disso, levaram à fritura Pedro Parente, técnico de conduta ilibada e competência ímpar. Com isso, ficou evidente que a recuperação da Petrobras incomodava os bolivarianos encrustados no Estado e que a quadrilha que tomou de assalto o Brasil está mais ativa que nunca. Teremos, nós, eleitores, o papel de resgatar o Brasil e fazer com que o petróleo seja nosso de fato.
Natanael Paulino, Águas Claras

Incoerência
O INSS anunciou que a entrada do pedido de aposentadoria pode ser feito pela internet. Realmente um avanço. No entanto, o mesmo INSS não aceita como comprovante de vida, para que a aposentadoria ou pensão não seja suspensa e cancelada, um atestado médico comprovando que o idoso está vivo. Exige que o idoso de 90, 95 anos vá à agência bancária (sempre cheia e com péssimo atendimento) de cadeira de rodas ou maca para provar que está vivo. Coisa de completo desrespeito ao idoso e ao seu estatuto. Se o idoso não puder comparecer, o INSS exige uma procuração (que custa mais de R$ 300). Ora, se o idoso está impossibilitado de ir ao banco, claro que não pode ir ao cartório. Assim não dá para ter esperança e parabenizar o INSS. A prova de vida como está é completo desrespeito ao idoso, que começou no desgoverno passado e se perpetua no atual sem que ninguém tome providência. Cadê o MP, o Judiciário, o Legislativo? E o Estatuto do Idoso?
Elcio Dias Gomes, Asa Norte

Histórias
Houve um tempo em que se ouviam histórias e depois logo se identificavam como sendo de Trancoso. Com o tempo, observei que esse nome vem de uma cidade de Portugal. Pois se comentava que, lá, eram contadas várias histórias educativas, lendas antigas e com bons assentos no folclore. Atualmente, aqui em nosso Brasil, estão ocorrendo muitas histórias na vida econômica, política e social. Histórias que têm fundos de verdade, felizmente, e nos remetem a pensar em quantos anos vamos atravessar para que sejam ultrapassadas tantas crises. E, quanto mais elas se agravam, mais vemos as medidas para arrecadar ainda mais à custa dos sofridos recursos na fonte dos assalariados. A cada ano, isso se agrava no Brasil diante do quadro de terror da corrupção. O mundo empreendedor anda apático e desfigurado.
Antônio Carlos Sampaio Machado, Águas Claras

Exemplo espanhol
O regime Parlamentar deu mais uma demonstração de modernidade e eficiência na semana passada, assegurando mudança radical de governo na Espanha sem crise ou conflito. Com um simples voto de censura do Parlamento, porque seu Partido Popular foi multado por corrupção, caiu o conservador Mariano Laroy, que estava na chefia do governo há oito anos, e entrou Pedro Sanchéz, socialista, com posição pró-Europa e compromissos de assegurar o equilíbrio fiscal, ;estabilizar socialmente; o país, cuidar do meio ambiente e buscar a igualdade entre homens e mulheres. Esse sistema funciona muito melhor do que o presidencialismo, onde não se pode trocar um presidente incompetente e, no caso de corrupção ou outro crime, é possível, mas por via de um processo lento e desgastante, prenhe de crises e conflitos políticos. O regime Parlamentar obriga os partidos a terem programa de governo e a assumir responsabilidade pela sua execução, quando estão no poder, permitindo julgá-los pelos seus êxitos ou fracassos. Diferentemente da geleia geral que existe aqui, onde eles não são responsáveis por nada.
Ricaro Pires, Asa Sul

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