Dúvidas sobre viagens

Dúvidas sobre viagens

» Bruno Santa Rita*
postado em 08/06/2018 00:00

Quem tem viagem marcada para o exterior começa a repensar o passeio. A alta do dólar preocupa o advogado Marcony Maciel, 30 anos. A mulher dele planeja ir a Orlando nas férias, mas tudo dependerá do comportamento da divisa norte-americana. ;Ela ia à Disney com amigos, mas diante da valorização constante do dólar, estamos pensando em suspender a viagem;, disse.

Esse movimento da moeda dos Estados Unidos trouxe a Maciel lembranças não muito boas, do tempo em que a cotação chegou a R$ 4 no governo Dilma. ;A gente viajou naquela época. Nos vimos em uma situação complicada no exterior e acabamos gastando mais;, contou. Na época, o dinheiro separado para a viagem acabou e o casal gastou mais do que queria no cartão de crédito, o que elevou em cerca de 20% os gastos previstos por eles.

Em momentos de volatilidades, segundo educadores financeiros, o problema é que o gasto no cartão é pago pelo valor do dólar no vencimento da fatura. Se a moeda estava cotada a X na hora da compra, na hora de pagar a conta, pode valer X mais Y.

A preocupação do funcionário público Bruno Lima do Nascimento, 44, vai além de uma viagem de férias e da alta do dólar. A valorização cambial vai influenciar na vida do filho, que se prepara para fazer faculdade em Portugal. As passagens para viagem de acerto de matrícula e outras questões, em agosto, já está comprada, mas o gasto do filho lá será custeado por ele.

;Infelizmente, vou comprar os euros do jeito que der;, explicou o pai. Ele lamenta ter que gastar mais dinheiro do que precisava, quando considera que podia ter comprado a moeda antecipadamente para evitar lidar com os aumentos. ;Ele vai para lá de qualquer forma. É um compromisso que vamos cumprir. Se fosse turismo, abortava na hora;, esclarece.

* Estagiário sob supervisão de Rozane Oliveira


  • Impacto nos supermercados

    Apesar de o fornecimento da maioria dos produtos nos supermercados ter se normalizado com o fim da greve dos caminhoneiros, as últimas notícias não são boas para o consumidor. Com a cotação do dólar chegando a R$ 3,92, os preços de itens importados devem subir, afirmam especialistas. Além disso, produtos como massas, pães e biscoitos, que usam grandes quantidades de trigo na sua composição, também tendem a ficar mais caros. A maior parte do trigo usado na indústria alimentícia nacional vem do exterior. Segundo gerentes de supermercados ouvidos pelo Correio, os valores atuais devem ser mantidos apenas pelo tempo que durarem os estoques.

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