Preço da gasolina recua nos postos

Preço da gasolina recua nos postos

» ANNA RUSSI*
postado em 08/06/2018 00:00
 (foto: Anna Russi/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Anna Russi/Esp. CB/D.A Press)


Depois de enfrentar longas filas, preços abusivos e escassez de combustível, na semana passada, o brasiliense está podendo sentir um ligeiro alívio no bolso. O litro da gasolina, que girava em torno de R$ 4,99, caiu para até R$ 4,49 nos postos. O preço mais barato é encontrado em Taguatinga.

A média de preços nos postos percorridos pelo Correio foi de R$ 4,52 e o maior valor encontrado, de R$ 4,79. O recuo é reflexo da redução dos preços do combustível nas refinarias. A Petrobras anunciou, ontem, a quarta baixa seguida, agora, de 0,48%, que entra em vigor hoje. Com a queda, o litro da gasolina nas refinarias passará de R$ 1,9617 para R$ 1,9521.

Outro fator foi a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de mudar a tabela de preços de referência para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina. Desde a última segunda-feira, a base de cálculo do tributo caiu de R$ 4,59 para R$ 4,29.

O analista de sistemas Michel Agostini, 36 anos, considera que o ideal seria que o combustível custasse menos de R$ 4,50. Ele acredita, porém, que o preço irá subir em breve por causa do desconto de R$ 0,46 dado ao diesel. ;Esse valor deve ir para a gasolina. Não acho que governo vá absorver esse custo, que vai recair sobre a gasolina;, opinou. Ele afirmou que, se o preço subir, passará a usar o carro só duas vezes na semana. Nos outros dias, optará pelo transporte público.

Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio, observou que, com a disparada do dólar, os motoristas devem aproveitar os preços mais baixos da gasolina. Ele destacou que o dólar é um dos itens levados em consideração pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis. Como a economia norte-americana dá sinais cada vez mais claros de aquecimento, a cotação do dólar continuará elevada, pressionando o custo da gasolina. ;Não agora, a curto prazo, com o efeito da escassez passando, mas a médio e longo prazos, essa alta da moeda pode chegar na bomba para o consumidor;, avaliou.

* Estagiária sob supervisão de Odail Figueiredo

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