FAVAS CONTADAS

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Liana Sabo - lianasabo.df@dabr.com.br
postado em 08/06/2018 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)




Gelado amazônico no pote
Madame Jambu é o nome da mais nova sorveteria da cidade, aberta há uma semana no Sudoeste, onde o produto está disponível em potes de 120ml, 480ml e caixas de cinco litros. Por enquanto, a marca ainda não faz jus ao nome. Está em testes, ainda, a transformação de cachaça de jambu em gelato, à base de água.

O que há são ;sorvetes encantados da Amazônia;, como apregoa o cardápio que apresenta os sabores com sugestivos nomes do folclore nortista, como ;Espanta Curupira; para o delicioso sorvete de maracujá com pimenta. Tem tudo para fazer sucesso no encerramento de qualquer banquete de alta gastronomia. Originário da região amazônica, o cupuaçu de polpa cremosa e branca empresta sua acidez e aroma a um pavê bem geladinho que se chama ;O canto da Iara;. Já o doce da fruta tropical misturado à castanha-do-brasil (;vou continuar chamando castanha-do-pará, diz a sorveteira) resulta no sabor ;Chega-te a mim;.
Um bom convite
;Somos de uma cidade muito quente, Belém do Pará, onde tomar sorvete sempre foi o melhor convite que alguém podia nos fazer;, relata a paraense Samia Gabriel, responsável pela fábrica de sorvetes artesanais, instalada no subsolo do Bloco B da CLSW 103, em parceria com Adriano Leal, ;sócio e companheiro de estrada que topou o desafio;, diz ela. Adriano é músico e já tocou fagote na OSESP.

Filha de político ; Almir Gabriel, um dos fundadores do PSDB, foi governador e senador ;, Samia sempre viveu entre Brasília e Belém e aqui se tornou publicitária, sem nunca esquecer os sabores da terra natal. ;Nossa referência afetiva é a sorveteria Cairú, que tem uma variedade enorme de itens, principalmente de frutas regionais;, menciona. A grife com mais de 50 anos já foi premiada como o melhor sorvete do Brasil.

Sem pastas e corantes
Decidida a fazer sorvete, Samia foi em busca da formação com o mestre-sorveteiro Francisco Sant;Ana, que, em 2015, inaugurou a Escola Sorvete na capital paulista. Brincalhão, o especialista costuma dizer que a profissão surgiu ;por ser gordinho e sentir muito calor na cozinha;. Formado em geografia pela USP, Sant;Ana preferiu trocar a cátedra, ;já que no mundo inteiro existem poucos lugares que ensinam a fazer sorvete ; uma das técnicas da confeitaria;.

Para ele, o sorvete deveria ser um produto sustentável ; pauta totalmente absorvida pela discípula que faz questão de usar insumos naturais, sem corantes, saborizantes e sem usar pastas importadas. Nessa linha reside todo o menu, que traz ainda o icônico açaí com guaraná e amendoim na receita sem leite chamada Pororoca ou cremoso no Caboco Avoado. Ainda tem tapioca com coco no Agarradinho; amendoim com café no Do Boto; e doce de bacuri com chocolate trufado.

A ideia agora é desenvolver uma receita para o Mundial de futebol, revela a sorveteira, que está testando o taperebá da Copa. ;Como formulamos nosso próprio sorvete, podemos fazer sabores por encomenda, para festas, eventos ou, até mesmo, em parceria com chefs para compor sobremesas ou pratos salgados;, expõe Samia Gabriel. Na loja, os sorvetes à base de água saem por R$ 9, o pote de 120ml, e R$ 30, o de 480ml. Os de leite saem por R$ 10, com 120ml, e R$ 32, com 480ml. Anotem o telefone: 3046-5778.

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Quantidade de ;sabores encantados;



Novidades italianas
Na Itália, a novidade é o primeiro-ministro Giuseppe Conte, que assumiu o poder depois de 11 semanas sem governo. Aqui, a boa-nova vem de outro Giuseppe, o Modaferri, que assumiu o comando do Don Vito, um lounge bistrô que, para o proprietário, substitui a Hosteria dei Sapori, na 212 Sul, fechada desde o fim do ano passado.

A nova casa ocupa o espaço na 209 Sul, onde era o Piccolo Emporium que, quando vagou, foi comprado pelo publicitário Pedro Abelha, em parceria com o empresário italiano. Os dois optaram por um cardápio descontraído, que ;não está necessariamente amarrado à cozinha típica da Itália;, admite Modaferri. ;Queríamos ter a liberdade de introduzir uma linha de sanduíches, de pizza e, até de hambúrgueres dentro do conceito ítalo-americano;, explica o Giuseppe de Brasília.


Tributo à máfia
Definida a proposta gastronômica, surgiu a pergunta qual seria o melhor nome? Tarefa que para publicitário não ofereceu dificuldade. Depois de uma pesquisa, a dupla lembrou que ;os americanos até hoje fazem muito dinheiro com a temática mafiosa;. A partir da constatação de que o conceito ítalo-americano se encaixa perfeitamente com a lendária Família Corleone, por que não o poderoso chefão siciliano Don Vito? ;É mais uma brincadeira;, conclui o sócio italiano.

A referência está mencionada nos quadros da parede e nos nomes dos pratos, desde os tira-gostos, como Don Mariano (batata rústica, bacon, alecrim, muçarela, parmesão e barbecue por R$ 20); e Tattaglia (quiche de alho-poró, por R$ 24) às massas. Sollozzo é um nhoque de parmesão, gorgonzola, muçarela e creme de leite (R$ 39); Luca Brasi é um fettuccine com molho de cebola, bacon, calabresa, salame e linguiça (R$ 45), e Portella nomeia risoto com brie, pera, nozes, cebola e molho branco (R$ 49).


Primeira parada
Todas as manhãs, o chef napolitano Rosario Tessier quando chega à Trattoria (QI 17 Lago Sul), a primeira coisa que faz é molhar as plantas. Em grandes potes de cerâmica estão dispostos alecrim, manjericão, berinjela e até mini tomatinhos San Marzano, cujas sementes vieram da Itália. ;Eu uso todas as ervas na minha cozinha;, revela o chef, que lança hoje menu executivo gourmet, inspirado na sua terra, por R$ 79.

Nele, você também poderá escolher as três etapas, a partir da entrada de salada verde com tomate caqui e muçarela de búfala ou carpaccio tradicional com molho de endívias, rúcula e queijo grana padano.

No principal, a escolha pode recair no clássico filé à parmieggiana de filé-mignon empanado e assado no forno com espaguete no próprio molho ou no filé de peixe grelhado ao molho de couve-de-bruxelas com risoto de limão. Para desempatar o páreo duro de saborosas opções ainda há um ravióli de vitelo com molho de cogumelos, manteiga e sálvia, trufado.

O próximo cardápio vai trazer pratos de Veneza, informa o chef, que desenvolveu uma receita de frutos do mar para servir fora do menu. D

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