Ativistas atacam o fim das cotas raciais

Ativistas atacam o fim das cotas raciais

postado em 05/07/2018 00:00
 (foto: AFP)
(foto: AFP)


A decisão do Departamento de Justiça de revogar a orientação, instituída pelo governo de Barack Obama, para que instituição de ensino considerem a raça do candidato a aluno continua a atrair fortes críticas nos Estados Unidos. Em entrevista ao Correio, Kristen Clarke, presidente e diretora executiva do Comitê dos Advogados pela Lei sob os Direitos Civis, afirmou que a medida, anunciada anteontem, ;é devastadora àqueles que se importam com a diversidade nos EUA;. ;Essa orientação era uma ferramenta importante para universidades e colégios de todo o país que trabalhavam na promoção da diversidade em seus câmpus. Ao atacá-la, o governo de Donald Trump envia uma mensagem errada sobre o valor da diversidade;, alertou.

Clarke lembrou, no entanto, que a anulação da orientação não modifica a legislação. De acordo com ela, a Suprema Corte dos Estados Unidos deixou claro que a raça pode estar entre um número de fatores que as escolas utilizam durante o processo holístico de admissão de alunos. ;As autoridades removeram uma ferramenta importante, que ajudou a guiar os esforços dos diretores de escolas e dos reitores de universidades. Nosso governo deveria ajudar, e não obstruir, os esforços para fazer avançar a diversidade;, opinou. ;Trump provou-se hostil à proteção dos direitos civis e ao reforço da lei de direitos civis.;

Legado

Fundador do Instituto Martin Luther King Jr., da Universidade de Stanford, Clayborne Carson disse à reportagem não acreditar que o problema da discriminação racial possa ser resolvido ;pretendendo-se que a raça não importa nas decisões sobre quem obtém oportunidades especiais de educação;. ;A decisão da gestão Trump tornará difícil a superação do legado do racismo e a manutenção das vantagens raciais que resultaram de tal legado;, advertiu. O guardião dos documentos de King sustenta que a Casa Branca busca satisfazar os próprios simpatizantes.

Na terça-feira, ao anunciar e defender a nova orientação às instituições de ensino, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, declarou que as agências federais têm a obrigação de obedecer aos princípios constitucionais e seguir regras estabelecidas pelo Congresso e pelo presidente. ;Em governos anteriores, no entanto, as agências tentaram impor novas regras ao povo americano, sem qualquer aviso público, simplesmente enviando uma carta ou postando um documento de orientação em um site.; (RC)


Alerta de segurança na Estátua da Liberdade
A polícia de Nova York retirou turistas da Estátua da Liberdade, depois de uma mulher tentar escalar o monumento de 93m. Agentes utilizaram uma escada equipada com uma espécie de arreio para o resgate seguro da intrusa. Ela se dependurou na estátua após participar de um protesto contra a Imigração e Alfândega (ICE, pela sigla em inglês) e a política migratória de Donald Trump.


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