A capital brasileira na Copa

A capital brasileira na Copa

A cidade escolhida como quartel-general, e de onde a Seleção comandada por Tite se despede hoje, ganhou vida nova a partir de maciços investimentos para receber megaeventos esportivos. Elevado custo das estruturas, no entanto, provoca controvérsias

Maíra Nunes
postado em 05/07/2018 00:00
 (foto: Vitaly Timkiv/AFP)
(foto: Vitaly Timkiv/AFP)

Sochi ; Entre um jogo decisivo e outro da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira se abrigou em Sochi. A cidade base da equipe comandada por Tite na Rússia viu os cartões-postais ganharem a presença do mascote Zabivaka e de estruturas com os dizeres ;Rússia 2018; no último mês. A chegada das novas atrações turísticas, no entanto, não significou a extinção de outras mantidas desde 2014. Ao lado dos ornamentos para o Mundial de futebol, estão os arcos olímpicos fixados há quatro anos para os Jogos de Inverno de 2014, que transformaram o balneário do Mar Negro.

Para escolher a cidade base do Brasil durante a Copa, o técnico Tite buscou um lugar que atendesse a dois critérios: boas condições de treino e estrutura capaz de manter as famílias dos jogadores e da comissão técnica próximas ao elenco. A primeira exigência foi contemplada pelo Estádio Municipal de Sochi, do clube FC Sochi, da terceira divisão russa, com capacidade para 4 mil torcedores. A segunda não foi difícil de conseguir, graças à ampliação da rede hoteleira na cidade para receber as Olimpíadas de Inverno em 2014.

Comodidade

Antes de embarcar hoje para enfrentar a Bélgica pelas quartas de final em Kazan na sexta-feira, Neymar e companhia se recuperam do confronto contra o México no luxuoso resort Swissotel Sochi Kamelia, a cinco minutos do estádio, que serve como centro de treinamento do Brasil. O hotel fica de frente para o mar e a 4 km do porto. Neste ponto turístico da cidade, a Fifa instalou a Fan Fest para torcedores acompanharem os jogos da Copa do Mundo por telões, com direito a apresentação de DJs nos intervalos. O clima mais quente no verão e as belezas naturais, provavelmente, também pesaram na escolha brasileira por Sochi.

Destino de viagem para os russos, tanto no inverno quanto no verão, Sochi já tinha o turismo como uma das principais atividades econômicas desde 1980, quando cerca de 5 milhões de pessoas visitavam a cidade por ano. Chamada de Riviera russa, o balneário também fica aos pés da cordilheira do Cáucaso. Portanto, conta com praias e calor de 30 graus durante o verão, além das Montanhas do Cáucaso, onde fica a estação de esqui de Krasnaya Polyana, como opção para o inverno.

Após os Jogos Olímpicos de Inverno, esse paraíso russo foi apresentado ao restante do mundo. E Sochi guarda este marco com carinho. Por todos os lados, há lembranças da edição em que a Rússia foi o país a subir mais vezes ao pódio: 29 no total ; uma a mais do que os Estados Unidos, com 28 ; e à frente da maior medalhista das Olimpíadas de Inverno, a Noruega, que somou 26 pódios, em 2014. Ainda assim, o principal impacto para a cidade com cerca de 340 mil habitantes não foi esportivo, mas no setor turístico.

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