Quase um Autobot

Quase um Autobot

Testamos o Mercedes-Benz Actros, um megacaminhão com interior semelhante aos de muitos automóveis de luxo. Além dos itens de segurança, todo o conforto para quem conduz e mora muito tempo na estrada

» Geison Guedes Especial para o Correio
postado em 05/07/2018 00:00
 (foto: Fotos: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)


São Paulo ; Há mais de 60 anos, em 1956, a Mercedes-Benz apresentou o L-312, o primeiro caminhão da marca fabricado no Brasil. O Torpedo, como era chamado, deu início a uma longa história da alemã em terras brasileiras. De lá para cá, muita coisa evoluiu nos veículos ; o principal meio de transporte de cargas no país ;, notadamente em benefício do caminhoneiro.

A Mercedes passou a produzir modelos de praticamente todas as categorias, dos leves aos extrapesados. Entre os grandalhões, a alemã passou a fabricar o gigante Actros no Brasil em 2015. No fim do ano passado, a grande estrela da marca ganhou uma profunda atualização. São tantas tecnologias que não seria de estranhar se ele, de repente, se transformasse em um robô gigante igual ao do filme Transformers. Muitas dessas tecnologias disponíveis são comparáveis apenas com a família E de automóveis. Entre elas, estão o piloto automático adaptativo e o alerta de permanência em faixa. O foco, lógico, é a segurança.


Conforto


O gigante tem três versões, a 2546 (6x2), 2646 (6x4) e a 2651 (6x4), com três tamanhos diferentes de cabine, Leito, Super Leito e Megaspace. Dessa forma, os preços podem variar de R$ 300 a R$ 500 mil, dependendo da configuração e da negociação. O Veículos testou a modelo 2651, topo de linha, com eixos traçados, cabine Megaspace e o novo motor de seis cilindros em linha de 13 litros. O nome da boleia dá ideia do espaço interior: são 1.920mm de altura e 2.260mm de largura, quase uma quitinete. É possível ficar em pé, se espreguiçar e andar normalmente.

Na cama, que fica na parte traseira da cabine, cabe confortavelmente um adulto grande, já que o comprimento tem a extensão da boleia. Os bancos são um caso à parte. O do passageiro rebate o assento (ganha mais espaço) e o do motorista conta com um sistema de amortecimento a ar, com diversas regulagens, inclusive, de lombar. No início é estranho, pois além do sacolejar natural, o banco acompanha o movimento, mas, apoiado no amortecedor, o que suaviza a viagem, principalmente em vias esburacadas.


Os itens de conforto não param por aí. Além de ar-condicionado, vidros, travas direção e ajustes dos retrovisores elétricos e sensores de chuva e crepuscular, ele conta com um climatizador no teto da cabine. Como a bateria não aguenta passar uma noite inteira com o ar-condicionado ligado sem descarregar, o Actros conta com um sistema que utiliza vaporização e a ventilação para reduzir a temperatura interna, o equipamento consegue baixar até 4;C, o que facilita a vida dentro da boleia.

* O repórter viajou a convite da Mercedes-Benz



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