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postado em 16/07/2018 00:00

Justiça

Rotulam de maracutaia o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula para tirá-lo da cadeia. Mas o que dizer dos recursos apresentados ao Supremo Tribunal Federal e que, por pura coincidência, chegam todos às mãos do ministro Gilmar Mendes para libertar corruptos investigados pela força-tarefa da Lava-Jato? Por que todos esses recursos, inclusive de pessoas amigas da mulher do ministro ou dele mesmo, são todos deferidos pelo supremo ministro? A partidarização do Judiciário deixou claro que não há justiça no Brasil. Os magistrados julgam de acordo com os seus interesses ou de grupos aos quais pertencem. Na semana passada, a Visão do Correio chamou a atenção para o equilíbrio que deve prevalecer no Judiciário, um dos pilares da democracia. Creio, no entanto, que a arrogância, a vaidade, a soberba e os interesses não confessáveis estão corroendo a estrutura desse pilar.O pilar Congresso não foi totalmente comprometido pela corrupção. O Executivo está prestes a cair.

; Giovanna Gouveia, Águas Claras


Favreto


O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4; Região (TRF4), está sendo investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ter concedido um habeas corpus colocando o Lula em liberdade. Ele escreveu 32 páginas justificando a medida. O fundamento principal agarrou-se na hipótese de estar sofrendo cerceamento de defesa, pois, como candidato à Presidência da República, estando preso, não poderia exercer esse direito. Houve uma correria geral de desembargadores do TRF, já em recesso, e do juiz Sérgio Moro, para impedir a soltura. Até o STJ, prontamente, passando por cima de inúmeros pedidos antigos de outros pacientes que não têm prestígio, fez pronunciamento execrando o desembargador, que, acuado, após esses descontentamentos políticos-judiciais, ficou caladinho. Assim, a Justiça fica desacreditada, porque, como diz a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ninistra Cármen Lúcia: ;Quando se ofende a um juiz, está se ofendendo todo o Judiciário;. E por que nesse caso ficou ;in albis;?

; José Lineu de Freitas, Asa Sul


Alienação

Corrupção, impunidade, mordomias e privilégios são temas que terão grande força nestas eleições. São desvios e práticas que chocam a população, num momento em que as pessoas sofrem com desemprego, renda baixa, violência, escola e saúde pública ruins e falta de perspectivas de futuro. Isso não pode mais ser tolerado, tem de acabar. O povo se sente abandonado e agredido pela condição social em que vive, neste país injusto e desigual. Essa indignação, que beira a revolta, se volta contra os responsáveis por manter este estado de coisas e foi visível no apoio aos caminhoneiros e na alta abstenção em Tocantins. Os políticos têm de acordar de sua alienação, entender o que ocorre, mudar condutas e propor soluções concretas para o país. Sem propostas viáveis e discurso coerente, resta às pessoas ;votar contra;, optando por candidatos populistas, que podem não ter soluções, mas se dizem contra o sistema que ignora o povo, beneficia os ricos e se apoia na corrupção e nos privilégios.

; Ricardo Pires, Asa Sul


Trânsito

Não será nada fácil ao governo do DF implementar as Zonas 30, onde a velocidade máxima dos veículos será de 30km/h. A cidade está infestada de pardais, não para educar os condutores, mas para saciar a ganância do poder público de arrancar o máximo que pode do bolso do contribuinte e para aprimorar a hipocrisia que permeia a sociedade. O motorista ; isso é flagrante em toda a cidade ; reduz a velocidade nas proximidades dos pardais. Após passar pelos fiscais eletrônicos, afunda o pé no acelerador e, nesse exercício, acontecem os acidentes preveníveis. O que mudaria o padrão do condutor brasiliense seriam boas e contínuas campanhas de educação no trânsito. Não são as blitzes arrecadatórias e punitivas. Elas seriam dispensáveis se o comportamento do poder público fosse outro. Mas a maioria de nós sabe que educar a população não é interesse do Estado. Quanto mais pessoas deseducadas, mais os ocupantes dos cargos apostam na ignorância para lucrar cada vez mais.

; Afonso Augusto de Moura, Lago Sul

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