Felino robótico se move sem "enxergar"

Felino robótico se move sem "enxergar"

postado em 16/07/2018 00:00
 (foto: MIT/Divulgação)
(foto: MIT/Divulgação)


A mais recente versão do robô Cheetah (guepardo, em inglês) ; criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos ; consegue correr e galopar por obstáculos e até subir escadas apesar de ser completamente cego. O felino robótico pesa cerca de 40kg e foi desenvolvido para não depender de câmeras ou de outros sensores que captam o ambiente externo. Em vez disso, conta com giroscópios e acelerômetros para medir sua posição e sua aceleração, respectivamente, e com algoritmos que planejam cada passo. Chamada de Cheetah 3, a solução será apresentada em outubro, na Conferência Internacional de Robôs Inteligentes, em Madri, na Espanha.

;Existem muitos comportamentos inesperados que um robô consegue fazer sem depender muito da visão. Ela pode ter muito ruído, ser levemente imprecisa e não estar disponível. Além disso, se você depender demais dela, o robô, eventualmente, será mais lento. Queremos que ele dependa mais de informações táteis para poder lidar com obstáculos inesperados em alta velocidade;, disse Sangbae Kim, um dos criadores do dispositivo.

Sensores internos
Os algoritmos que guiam Cheetah 3 usam as informações dos seus sensores internos para decidir quais pernas ; são quatro ; encostarão no chão e quais permanecerão no ar para manter o equilíbrio. Por exemplo, se o robô pisar em uma pedra, seu corpo se inclinará para um dos lados, e sua programação deve decidir rapidamente entre completar o passo ou estender uma das pernas para o lado contrário. ;Primeiro, nós queremos um controle muito bom sem a visão;, afirmou Kim.

A expectativa é de que, depois, o androide fique ainda mais independente e inteligente. ;Quando adicionarmos a visão, mesmo se ela der uma informação errada, as pernas serão capazes de lidar com obstáculos. E se o robô pisar em algo que a câmera não vê? O que ele faria? É aí que a movimentação cega pode ajudar. Não queremos confiar demais na visão;, explica.




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