Um "uruguaio" feliz da vida

Um "uruguaio" feliz da vida

postado em 16/07/2018 00:00
 (foto: Franck Fife/AFP)
(foto: Franck Fife/AFP)


Moscou ; Sacrificado com a mudança tática da Euro-2016 para a Copa de 2018, ao passar a atuar bem mais como homem de ligação do que no papel de referência do ataque, Griezmann cumpriu o pedido do técnico Didier Deschamps: jogou para o time e participou de sete dos 14 gols marcados pelos bicampeões mundiais, igualando marca do compatriota Just Fontaine na campanha francesa na Copa de 1958.

Na entrevista coletiva, o atacante pegou uma bandeira do Uruguai em homenagem ao companheiro de Atlético de Madri Godín, um dos seus grandes amigos. O símbolo nacional foi entregue por um jornalista do país vizinho ao Brasil. Em êxtase após ser eleito o melhor jogador da partida, o camisa 7 não segurou a emoção. ;Eu não sei, não sei nem onde estou. Estou feliz, foi um jogo muito difícil. Começamos timidamente, sabíamos que era uma final de Copa do Mundo. E felizmente conseguimos sair com uma vitória;, comentou.

Eleito o número 3 do mundo em 2016, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e de Messi, Griezmann falou sobre a possibilidade quebrar a dinastia da dupla na Bola de Ouro da revista France Football e no Fifa The Best. ;A Copa pesa muito;, admitiu. No entanto, o zagueiro Cannavaro foi o último eleito melhor do mundo com base na Copa. Lionel Messi (2010) e Cristiano Ronaldo (2014) fizeram prevalecer o desempenho na Liga dos Campeões. ;A Bola de Ouro é isso, são as pessoas que vão votar. Ainda há uma Supercopa da Europa para jogar. Agora, vai ser mais aproveitar e fazer a festa com todos os franceses, com minha família. Quero ter boas férias e, depois, vou ver sobre isso. A Bola de Ouro não é minha prioridade;. (MPL)



39%
Posse de bola da França na decisão, contra média de 53% no vice na Euro-2016, o que mostra a mudança de estilo do time



19 anos e 207 dias
Idade de Mbappé, segundo jogador mais jovem a marcar numa final. Pelé fez dois em 1958, com 17 anos e 251 dias




Análise da notícia

Dever de casa
O título da França deixa lições para a CBF, Neymar e Tite. Para a entidade, a aposta na continuidade do trabalho. Deschamps ocupa o cargo há seis anos. Foi eliminado nas quartas da Copa de 2014 pela Alemanha. Perdeu a Euro-2016 em casa para Portugal. Motivos suficientes para ser demitido. Mas ficou e ontem brindou o país com o bi. Neymar precisa aprender com o espírito solidário de Griezmann, a objetividade e, principalmente, a discrição de Mbappé. O menino de 19 anos já tem 50% do que Neymar sonhava: a Copa do Mundo. Em setembro, pode até pintar entre os finalistas da Bola de Ouro (France Football) e do Fifa The Best. Por fim, Tite não pode se apegar demais ao elenco e ter medo de investir na juventude, em nomes como Arthur, Vinicius Junior, Paulinho... Deschamps trouxe para a Rússia apenas nove vice-campeões continentais há dois anos. Quatorze ganharam ;muito obrigado;. (MPL)




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