PSDB boicota França em SP

PSDB boicota França em SP

postado em 15/07/2018 00:00

O PSDB em São Paulo migrou para oposição ao governo estadual na Assembleia Legislativa (Alep), após 23 anos, sendo mais duro com o governo Márcio França (PSB) do que foram os adversários nos seis mandatos seguidos em que o partido comandou o estado.

Para contrariar os interesses de França, que completou ontem 100 dias no cargo, a bancada do PSDB tem obstruído até a votação de projeto encaminhado pelo antecessor e presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin ; que renunciou ao governo estadual em abril para concorrer à Presidência.

Trata-se da proposta que extingue o Instituto de Pagamentos Especiais de São Paulo (Ipesp), autarquia que gere a carteira previdenciária dos advogados e das serventias notariais (cartórios). Com a extinção, o fundo passaria a ser gerido pelo estado, o que colocaria cerca de R$ 1,2 bilhão de uma vez no Tesouro paulista.

A verba, embora carimbada, ajudaria o governo França a fechar as contas de 2018 no azul, no momento em que a arrecadação com impostos ainda cresce abaixo das expectativas. ;Nossa obrigação é votar esse projeto até o fim do ano para o estado não fechar no vermelho. O Márcio tem pressa, porque ele torrou dinheiro do estado com programas eleitoreiros, como os convênios de recapeamento com as prefeituras. Por isso, a cautela;, disse o presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB).

Para Marco Vinholi, líder do PSDB na Alesp, há um alinhamento político do governo França com partidos de esquerda que simbolizaria a ;ruptura; com o governo Alckmin, o que justificaria uma oposição feroz.

O PSDB está boicotando um projeto de autoria de Alckmin só para prejudicar o governador Márcio. Na verdade, eles só querem tumultuar. Colocam os interesses eleitorais acima dos interesses do estado. É lamentável;, disse o líder do governo, Carlos Cezar (PSB).


  • Investigação contra Aécio

    A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, deu mais 30 dias para que a Polícia Federal conclua uma das investigações contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Operação Lava-Jato. A PF havia pedido, em maio, a extensão das investigações por 60 dias. No inquérito, Aécio é investigado pelo suposto recebimento de R$ 50 milhões em propina para influenciar no andamento de usinas hidrelétricas em Rondônia. R$ 30 milhões teriam sido pagos pela Odebrecht e outros R$ 20 milhões, pela Andrade Gutierrez. Em 2017, quando o inquérito foi aberto, a assessoria do senador afirmou que as doações ;não envolveram relação ilícita, propina ou contrapartidas;.

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