Convenções em alta

Convenções em alta

» Gabriela Vinhal
postado em 28/07/2018 00:00


Três partidos apoiadores de Geraldo Alckmin (PSDB) se reúnem hoje em convenções nacionais para deliberar candidaturas e definir estratégias para estas eleições. O PTB, primeira sigla a se unir com o tucano, realiza o encontro em Brasília, a partir das 10h. O tucano avisou que estará no evento. A reunião do PSD e do SD, por sua vez, ocorre em São Paulo, às 9h. Além desses, mais três legendas se encontram ; PV, DC e PTC.

O calendário do Tribunal Superior Eleitoral fixa um prazo até 5 de agosto para as siglas realizarem a convenção e anunciarem candidatos a presidente da República, vice governador, vice, senador e deputados federais, estaduais ou distritais. Até o momento, apenas oito já se reuniram. O restante deixará para a última semana, e terá aproximadamente 10 dias para homologar as candidaturas no TSE.

Ainda sem escolher com quem seguir no pleito, o PV realiza a convenção em Brasília, às 10h. Cotado por Alckmin, o partido tem sido disputado também pela Rede, da pré-candidata Marina Silva, que segue isolada na disputa. A presidenciável se reuniu na quinta-feira pela primeira vez em oito anos, com o presidente, José Luiz Penna. Contudo, dirigentes já afirmaram que tendem a seguir na neutralidade, ao menos no primeiro turno.

Além do centrão, siglas pequenas como o Democracia Cristã (ex- PSDC), do pré-candidato José Maria Eymael, reúne dirigentes em São Paulo, às 9h. Conhecido pelo jingle ;Ey, Ey, Eymael, um democrata-cristão; nas propagandas eleitorais, Eymael já participou de outras quatro campanhas ao Planalto e tem ensaiado uma aliança com outros nanicos ; inclusive com o PRTB, do pré-candidato Levy Fidelix, para tentar sobreviver no ano que vem. Já o PTC, sem candidatura própria, se encontra no Rio de Janeiro, às 9h. O partido também está cotado na ;aliança patriótica democrática cristã;, idealizada por Fidelix para estas eleições. As convenções definirão o futuro das duas legendas na disputa.

Durante a semana, PTB, PSD e Solidariedade anunciaram aliança com o tucano, junto com o PP, PR, PRB e DEM. Com isso, o ex-ministro Aldo Rebelo, que concorreria ao Planalto pelo SD, desistiu da candidatura. Alckmin foi o primeiro pré-candidato a conseguir apoio com o centrão, que também havia sido disputado por Ciro Gomes (PDT). O pedetista, agora, vive uma novela com o PSB, que segue indeciso sobre o futuro da sigla ; se caminha ao lado de Ciro, se firma aliança com o PT ou se mantém a neutralidade. A decisão só será divulgada no último dia das convenções, em 5 de agosto.

Mesmo com as coalizões estruturadas, Alckmin ainda não escolheu um nome para ser o vice da chapa. A tendência é de que o bloco de centro indique a deputada federal Tereza Cristina (DEM) para ocupar a vaga. No entanto, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI) citou três mulheres do seu partido para a vaga: a senadora Ana Amélia Lemos (RS), a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, e a mulher do ministro Alexandre Baldy, Luana.

Mesmo com toda a indecisão sobre o vice, o tucano disse não ;estar com pressa; para fazer a escolha e ressaltou que o assunto só deve ser oficializado até 4 de agosto, data da convenção do PSDB. ;Para ter vice, tem que ter candidato. Mas só hoje (ontem) que o Centro Democrático decidiu pela nossa pré-candidatura. A partir de agora, vamos nos debruçar pela questão de vice;, afirmou.

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