A aliança Felipão e Verdão

A aliança Felipão e Verdão

Marcos Paulo Lima
Marcos Paulo Lima
postado em 28/07/2018 00:00
 (foto: Kazuhiro Nogi/AFP - 13/12/15
)
(foto: Kazuhiro Nogi/AFP - 13/12/15 )



Apenas dois técnicos podem bater no peito e dizer que foram campeões mundiais com seleção e clube: Vicente del Bosque e Marcello Lippi. O espanhol levou o Real Madrid ao título da Copa Intercontinental de 2002 e a Espanha ao título inédito na Copa de 2010. O italiano brindou a Azzurra com o tetra em 2006. Dez anos antes, havia conquistado o mundo com a Juventus. Luiz Felipe Scolari não é o terceiro sócio do grupo seleto por causa das derrotas do Grêmio para o Ajax, em 1995, e do Palmeiras para o Manchester United, em 1999.

Luiz Felipe Scolari orgulha-se de ser o mentor do último título da Seleção na Copa, em 2002. Depois do penta, foi o único técnico que levou o Brasil às semifinais, em 2014. Porém, virou piada depois do 7 x 1 ; a maior humilhação do futebol nacional. O Palmeiras também é motivo de chacota. É zoado pelos arquirrivais Corinthians, São Paulo e Santos por não ter um Mundial. Eis a oportunidade de Felipão e do Palmeiras ; que firmaram acordo até dezembro de 2020 ; reconquistarem o respeito em cinco meses.

O treinador gaúcho conhece os atalhos para o título da Libertadores. É bicampeão do torneio por Grêmio (1995) e Palmeiras (1999). Foi vice em 2000, ao perder a decisão para o Boca Juniors. Tem nas mãos o elenco mais caro da competição, que fez a melhor campanha da fase de grupos. Nas oitavas, vai encarar o Cerro Porteño. Se avançar, Corinthians ou Colo-Colo, nas quartas. Se der Corinthians, é o tipo de jogo que ele gosta. Passou pelo rival no mata-mata de 1999 e de 2000. Daí em diante, podem pintar Boca Juniors, Libertad, Flamengo ou Cruzeiro.

O passo seguinte seria a conquista que lhe falta: o Mundial de Clubes da Fifa. Até a final da última Champions League, poderíamos dizer que derrotar o Real Madrid numa hipotética decisão do Mundial seria uma missão impossível. Entretanto, o clube espanhol passa por transformações. Perdeu os maiores astros ; o técnico Zidane e o craque Cristiano Ronaldo. Portanto, o contexto é perfeito para Luiz Felipe Scolari e o Palmeiras deixarem de ser piada nacional.


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