Eixo capital

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Acompanhe a cobertura da política local com @anacampos_cb

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 28/07/2018 00:00
 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Começa o julgamento do governo Rollemberg

Será dada hoje a largada para a corrida ao segundo mandato de Rodrigo Rollemberg, com o lançamento oficial da candidatura em convenção regional do PSB. Mesmo sem o adversário mais forte, Jofran Frejat (PR), o governador tem uma pedreira pela frente. Começa agora o julgamento de seus três anos e meio de gestão, com ajuste fiscal, regularização de condomínios, desobstrução da orla do Lago Paranoá, desativação do Lixão da Estrutural e obras em áreas carentes, como os condomínios Por do Sol e Sol Nascente, só para citar algumas realizações que Rollemberg vai mostrar. Por outro lado, haverá também muitas cobranças, especialmente de servidores públicos, com a suspensão da terceira parcela do reajuste de 32 categorias. Uma promessa gravada e filmada também vai entrar na roda: a manutenção da paridade entre os salários de policiais civis e federais. Enfrentar a mágoa do funcionalismo público é o grande desafio de Rollemberg.



Com todas as bênçãos

Não foram poucas as vezes que Rollemberg pensou em desistir da reeleição. O problema não era medo de enfrentar os adversários e sim as dificuldades de gestão. Mais quatro anos de noites sem sono. Pensou nisso há dois meses, pela última vez. Mas ouviu da mulher, Márcia Rollemberg, que ele tinha muito ainda a ser feito pela cidade. Pediu benção da mãe, Teresa Rollemberg, e do amigo, o médium João de Deus. Agora está certo de que pode vencer.



Sangria nas administrações

Rollemberg também será chamado a explicar por que não cumpriu a promessa e bandeira de campanha de promover eleições diretas para administradores regionais e, em vez disso, manteve a política de nomeações de indicações de deputados distritais. Investigação da Polícia Civil aponta que um esquema de fraude a licitações de administrações regionais, com pequenos contratos que somam milhões, se manteve no atual governo. Sinal de que algo vai mal na escolha desses servidores comissionados.


E a saúde? Como vai?

O governador Rodrigo Rollemberg vai apresentar o Instituto Hospital de Base, que levou a filas mais curtas para atendimento. Mas será cobrado pelas deficiências nas demais unidades da rede.


Pronto para o debate

Rollemberg já demonstrou que tem todos os números na cabeça e está preparado para o confronto com os adversários nos debates da campanha. Conhece bem a máquina e está com as respostas na ponta da língua. Mas novos questionamentos inesperados podem surgir.




PT escolhe candidato para defender as bandeiras

Qualquer que seja a decisão de hoje sobre a disputa ao Palácio do Buriti, o PT chega pela primeira vez nas eleições, desde 1990, sem um candidato competitivo. O encontro regional vai decidir hoje entre Júlio Miragaya e Afonso Magalhães. Mas a chance de vitória nas urnas é remota. O escolhido vai para a campanha para defender o nome do partido e o ex-presidente Lula. Nem mesmo o legado de Agnelo Queiroz será a bandeira principal. O candidato ao governador enfrentará o papel de ajudar na eleição de deputados federais e distritais. Muito diferente de 1994 e 1998, quando Cristovam Buarque representou o partido. Ou 2002, quando Geraldo Magela quase impediu a reeleição de Joaquim Roriz. Em 2010, Agnelo Queiroz se elegeu e, mesmo em 2014, quando não passou para o segundo turno, o petista começou a campanha como um candidato com chances reais. Apenas em 2006, Arlete Sampaio também cumpriu simplesmente a tarefa de ajudar a legenda. Mas nada como agora, em que os petistas enfrentam o pior momento politico.




No comando

A Polícia Civil do DF estava certa. Luiz Estevão era o ;dono; do Centro de Detenção Provisória (CDP) onde cumpria pena há dois anos e cinco meses de prisão pelos desvios do TRT de São Paulo. Em entrevista à revista Época, concedida três dias antes de ser transferido para o Pavilhão de Segurança Máxima da Penitenciária do DF (PDF1), Estevão admitiu que mandou construir o bloco 5 do CDP, onde passou a temporada até ser transferido. Chamou uma arquiteta de seu grupo empresarial e deu a ordem. Essa questão ainda está sob investigação criminal e é motivo de uma ação de improbidade administrativa movida contra ele e ex-dirigentes do sistema penitenciário. Estevão afirmou que tomou essa providência a pedido do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que já morreu. O advogado, segundo relato de Estevão, tinha preocupação com os condenados do mensalão que seriam enviados para a Papuda.


Líder dos presos

Alvo de uma investigação da Coordenação de Combate às Organizações Criminosas, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR) sobre corrupção dentro do presídio, Estevão contou que doou a maioria dos livros para a biblioteca, comprou equipamentos para a cantina, deu orientações para os colegas no cárcere e empregos para que pudessem conseguir progressão do regime de cumprimento de pena. Usava uma máquina de café expresso, porque não consome açúcar, e tinha um aparelho de CD para ouvir música clássica e jazz. Disse ainda que orientou juridicamente o doleiro Lúcio Funaro, seu colega de cela durante meses, o que levou a uma delação premiada dele relacionada a políticos do MDB. Estevão disse que convivia nove horas por dia com os demais detentos, no pátio e na biblioteca. Deu muitos conselhos sobre como viver dentro do presídio. Numa relação tão próxima com os demais presos, fica a dúvida: Por que ele mantinha o benefício de permanecer sozinho ou com apenas um outro interno, José Dirceu, numa cela, enquanto outros eram amontoados num ambiente de até 12 pessoas? Ao dar entrevista, Estevão reforçou uma imagem que a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais, com veemência tentou afastar em sua decisão sobre a transferência: o preso milionário era o rei do presídio.



Inimigos separados

Uma coisa é certa: Luiz Estevão e Geddel Vieira Lima não podem ficar presos na mesma cela na Papuda. São inimigos. No CDP, estavam em alas separadas. Estevão sozinho ou com José Dirceu, e Geddel, com vários outros internos. E agora também não estão juntos em PDF1. Foi Estevão quem, den

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