Brasília espera vacinar 153 mil

Brasília espera vacinar 153 mil

AUGUSTO FERNANDES ESPECIAL PARA O CORREIO
postado em 04/08/2018 00:00
 (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press - 14/6/08
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(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press - 14/6/08 )

Após quatro anos, o Ministério da Saúde promove uma campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite. O foco é imunizar 11,2 milhões de crianças de 1 a 5 anos em todo o Brasil. No Distrito Federal, 160.292 crianças encontram-se nessa faixa etária e a meta da Secretaria de Saúde (SES/DF) é vacinar ao menos 153 mil, o equivalente a 95% do público-alvo.

As crianças com idade específica para a campanha que não tomaram as doses contra poliomielite e sarampo nos últimos 30 dias precisam ser imunizadas. A primeira doença, também conhecida como paralisia infantil, tem dois tipos de vacina. A injetável, que deve ser aplicada três vezes durante o primeiro ano de vida do bebê (aos dois, quatro e seis meses de idade), e também é destinada a crianças portadoras de câncer ou que nasceram com o vírus HIV; e a oral, mais conhecida como gotinha, que é destinada às crianças que já receberam as três doses injetáveis.

A imunização contra o sarampo é a tríplice viral, aplicada por injeção, que também protege contra caxumba e rubéola. Em Brasília, 104 salas em unidades básicas de saúde de todas as regiões estarão à disposição da população até 31 de agosto.

O DF não registra caso de paralisia infantil desde 1987. A última ocorrência de sarampo é de 2013, quando um turista foi diagnosticado com a doença. No entanto, a diretora de Vigilância Epidemiológica, Maria Beatriz Ruy, pediu que a população não deixe de se vacinar. ;A cobertura das vacinas está abaixo do esperado: 84,9% da população brasiliense está protegida contra o sarampo, e 84,8%, contra a poliomielite. O ideal seria 95%. A imunização é a maneira mais efetiva para controlar e evitar uma doença;, alertou.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Mas, em 2018, o país voltou a enfrentar surtos da doença. A situação é mais alarmante em Roraima e no Amazonas, que têm 822 casos. ;Os surtos de Roraima e Amazonas trazem preocupação. Assim, a campanha se mostra ainda mais necessária. A invisibilidade da doença em Brasília é uma falsa sensação de segurança;, apontou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcos Quito.


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