Jobs, um visionário, competitivo e espiritualizado

Jobs, um visionário, competitivo e espiritualizado

Nahima Maciel
postado em 04/08/2018 00:00
 (foto: Celso Junior/Divulgação)
(foto: Celso Junior/Divulgação)

A grande estrela da exposição Steve Jobs, o visionário, é uma plaquinha com resistências, circuitos e transístores que atende pelo nome de Apple 1. É um modelo original daquele primeiro computador que Steve Jobs construiu na garagem de casa e passou a vender nas lojas dos arredores de Palo Alto como o primeiro computador pessoal. Um item de colecionador que a Fullbrand, empresa italiana idealizadora da mostra, detém e exibe como peça rara entre as 200 que compõem a exposição em cartaz no Shopping Iguatemi. O Apple 1 passou uma semana em Brasília, na exposição sobre Jobs montada no Iguatemi, e já embarcou para San Francisco, mas os organizadores da mostra trataram de deixar uma réplica no lugar. E ela funciona.

Dividida em cinco partes, a exposição pretende explorar as diferentes facetas de Steve Jobs por meio de objetos e fotografias que também contam a trajetória tecnológica desses primeiros anos do século 21. Uma reconstituição da garagem na qual Jobs e Steve Wozniak trabalharam nos primórdios da Apple faz parte da mostra.

A ideia, segundo a curadora Cecilia Botta, é convidar o público a explorar a figura de Jobs para entender quem era o homem por trás das criações que mudaram a forma de as pessoas se relacionarem. ;Steve Jobs era um dos poucos no Vale do Silício que não estava focado em tecnologia, mas na democratização da informação;, garante Cecilia. ;Ele trouxe uma revolução cultural, além da revolução tecnológica.;

Os objetos fazem parte da coleção de Marco Boglione, proprietário da BasiNet, uma holding de marcas esportivas, e um dos maiores colecionadores de peças e objetos Apple do mundo. Nascido em 1956, um ano depois de Jobs, o italiano sempre compartilhou das ideias do americano e incorporou a tecnologia no desenvolvimento de suas empresas desde cedo. Boa parte das peças da coleção vêm do acúmulo de objetos utilizados nas empresas de Boglione ao longo dos anos. Hoje, a coleção tem mais de 16 mil peças, incluindo fotografias, livros e textos, sobre informática e tecnologia de forma geral.

Espiritualidade é o primeiro módulo da exposição, com objetos que estabelecem a relação de Jobs com o budismo e informações sobre a escolha do nome Apple. Inovação é o módulo seguinte e traz objetos emblemáticos da revolução tecnológica. ;Focamos em peças que, mais que revolucionaram, marcaram o mercado da informática e a revolução cultural que veio com ele;, explica Cecilia.

Em Competição entram outros atores, nomes como Bill Gates, da IBM, com quem trocava farpas públicas sobre a originalidade das ideias para a construção de sistemas operacionais, e empresas fabricantes de outros produtos de informática, como a Samsung. Fracasso conta a história das experiências que não deram certo, como o próprio Apple 1 e o Lisa, o primeiro computador pessoal com mouse e interface gráfica, que nunca emplacou realmente no mercado. Revistas e uma sala de fotografias de Jean Pigozzi, que acompanhou Jobs na intimidade, completam a exposição.



Steve Jobs, o visionário
Visitação até 9 de setembro de segunda a sexta, das 12h às 22h, sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h, no Espaço Cultural Brasília (Iguatemi Brasília ; SHIN CA 4, Lote A) Ingressos: R$ 15.

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