Um lugar para cada objetivo

Um lugar para cada objetivo

postado em 08/08/2018 00:00
 (foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)


Cada local possui uma ONG que prepara as atividades relacionadas à escolha do jovem no início do intercâmbio. Em um projeto educacional, pode-se dar aulas de inglês, espanhol e português, ou facilitar palestras e brincadeiras que estimulem o aprendizado. Em projetos sobre empoderamento feminino, por exemplo, o jovem poderá contribuir com a superação de violências de gênero e promover espaços de discussão sobre o tema.

Gabriela Beltrão tem 18 anos e auxilia os intercambistas na comunicação com as crianças da ONG e com a direção em Brasília. O trabalho envolve ajudar os intercambistas na comunicação geral, porém, ela acaba se envolvendo com as crianças do projeto. ;Eu decidi me voluntariar porque gosto de ajudar ao próximo, gosto de trabalhar com crianças e também queria uma oportunidade de melhorar o Inglês, com a Aiesec, consegui unir os três, além de que eu posso fazer algo bom para os outros;, diz a jovem. Ela indica o voluntariado global por ser uma oportunidade de sair do país não apenas para ver as coisas boas e turísticas, vê também a dificuldade dos locais, as situações reais e não ;maquiadas;.


Diferente de um intercâmbio convencional, o voluntário vai além da experiência de visitar locais ou estudar o idioma. Ele pode trazer experiências solidárias para a vida. ;O jovem convive com uma realidade diferente da que está acostumado, contribui e se desenvolve como ser humano e transforma sua cabeça para causas especiais que podem ser continuadas no seu próprio país;, diz a diretora.

Camila Alves tem 23 anos e se voluntariou por um mês e 15 dias em Buenos Aires no ;Liderança sem fronteiras;, programa para pessoas com a renda mais baixa: as passagens, hospedagem e seguro-saúde foram garantidos pela ONG. Ela trabalhou em uma ONG que funcionava basicamente como um restaurante comunitário para crianças carentes, conhecido como ;comedouro;.Entre os aprendizados que Camila teve, ela lista como os mais importantes: o controle do desespero perante as pequenas dificuldades, lidar melhor com pessoas desconhecidas e se virar sozinha em diversas situações.


Ajuda aos vizinhos

Gabriela destaca o trabalho voluntário em países vizinhos como uma boa opção para sair da zona de conforto. O custo-benefício de trabalhar voluntariamente em um país próximo é uma das razões mais claras: passagens podem ser encontradas a partir de R$ 800. Além disso, a moeda brasileira vale mais que outras moedas latino-americanas. O idioma espanhol também pode ser mais fácil para aprender e compreender. A adaptação também é facilitada já que a cultura dos nossos vizinhos é aberta e acolhedora com estrangeiros.

A América do Sul agrega as Sete Maravilhas Naturais, que estão na Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Entre elas, podem ser visitadas a Reserva Natural do Amanhã, na Guiana; o Caminito, na Argentina; Machu Picchu, no Peru; a cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, e as pirâmides de Teotihuacan, no México. O clima sul-americano é um dos pontos positivos para o intercambista: Diferentes de países americanos e europeus, a América do Sul não tem clima ruim para viajar. As variações climáticas não são tão extremas no hemisfério sul, sendo assim, qualquer época do ano é uma boa opção.

* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles


Aproveite!

Voluntários

  • http:/aiesec.org.br/

Em Brasília
  • Setor Comercial Residencial Norte (SCRN) 716, Bloco B, Entrada 34, Sala 105/107
  • E-mail: brasilia@aiesec.org.br
  • Telefone: (61) 3344-3700

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