>> Sr. Redator

>> Sr. Redator

postado em 24/08/2018 00:00

Mágica
Com certeza não foi o trabalho, como legisladores, que expandiu o patrimônio dos parlamentares do Distrito Federal, tanto na Câmara dos Deputados quanto na Câmara Legislativa. Aliás, vida de parlamentar é o sonho de emprego de quem quer ganhar dinheiro sem nada fazer de útil na vida, exceto ficar batendo boca ou tramando contra a sociedade debaixo dos panos. A machete do Correio Braziliense (23/8), ;Parlamentares do DF ficam até 288% mais ricos;, é mais do que motivo para que o Ministério Público, a Receita Federal e outros órgãos de inspeção façam uma devassa no patrimônio dos legisladores. Como explicar o crescimento do próprio patrimônio quando a economia do país encolheu por causa da recessão? Quando todos os segmentos produtivos tiveram seus ganhos retraídos em país com mais de 13 milhões de desempregados? Como homens públicos, eleitos pela sociedade, esses parlamentares têm a obrigação de explicar, passo a passo, a mágica que fizeram para engordar os próprios cofres. Dessa forma, o país vai recuperar a sua vitalidade econômica e eliminar as fragilidades sociais.
; Giovanna Gouveia,
Águas Claras

Fidelidade

Os integrantes dos partidos que gravitam em torno da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à Presidência da República ameaçam saltar da órbita tucana e cair na Rede de Marina Silva ou de quem tiver mais chance de chegar ao Palácio do Planalto. Alckmin não consegue decolar na corrida eleitoral. Embora tenha governado o estado mais rico do país, as pesquisas de intenção de votos mostram que ele não consegue agradar aos eleitores. Se a propaganda eleitoral não o tirar do atual patamar, perderá os fiéis aliados, resultado das coalizões fisiológicas e de honestidade duvidosa. Alckmin está cercado do que há de pior dentro do Congresso e que compõe o tenebroso centrão ; políticos atolados em denúncia de corrupção e que estão livres para novas travessuras políticas com o aval do Supremo Tribunal Federal, uma corte seletiva que jamais bate o martelo sobre as figuras do alto clero do Congresso, mesmo haja provas, coletadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, suficientes para incriminar o parlamentar e seus comparsas.
; Joaquim Honório,
Asa Sul


Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comporta com se estivesse acima das leis do Estado Brasileiro, à mercê de seus desejos, embora esteja preso em Curitiba, condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4; Região (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP). A Lei da Ficha Limpa prevê que uma pessoa se torna inelegível após ser condenada por órgão colegiado da Justiça. Assim mesmo, Lula registrou sua candidatura e promove uma grande chicana jurídica, que agora ganhou foro internacional. O Comitê dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu, recentemente, que o Brasil garanta direitos políticos ao Lula na prisão e não o impeça de concorrer na eleição de outubro, até que sejam completados todo os recursos de sua condenação. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na qual afirma que a manifestação é uma ;recomendação;, e não tem efeito jurídico. Lula não é um candidato (tenta ser), mas um presidiário. Presidiário não pode ser presidente da República.
; Jeferson Fonseca de Mello,
Águas Claras

Maluf

Não fossem as eleições, o deputado Paulo Maluf, um mestre na arte da corrupção, não teria o seu mandato cassado. A Mesa Diretora da Câmara tomou uma decisão que, normalmente, deveria ser levada ao plenário. Mas fim de mandato é assim mesmo. Os eleitos passam quatro anos enrolando os eleitores, tratando dos seus interesses privados, negociando uma coisinha aqui, outra li, para que, caso não reeleito, tenham um polpudo pé-de-meia, nem que seja para bancar um bom advogado, pois há o risco de a Polícia Federal complicar a vida. Ainda era jovem quando se ouvia falar dos trampos de Maluf. Mas nunca ninguém tomou a decisão de investigar seriamente as denúncias. Ele só não escapou porque o Supremo Tribunal Federal, num surto de moralidade, decidiu desengavetar um dos processos que estavam prestes a caducar. Aí o velho Maluf acabou na Papuda. Mas, antes disso, desfrutou imensamente de tudo que o dinheiro alheio pode oferecer. Isso é a nossa Justiça e o nosso magnífico Legislativo federal.
; Ismael Costa,
Jardim Botânico

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação