Tema de campanha

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» WALDER GALVÃO » ALAN RIOS ESPECIAIS PARA O CORREIO » ALEXANDRE DE PAULA » ISA STACCIARINI
postado em 30/08/2018 00:00
O debate de terça-feira virou pauta na agenda dos candidatos. Em compromissos de campanha que tiveram ontem, alguns deles foram questionados pelos eleitores sobre o programa e comentaram o desempenho e o tom do debate.

A candidata do Pros, Eliana Pedrosa, ressaltou que os debates são uma oportunidade de estabelecer contato direto com a população. ;Nós estamos numa eleição de tempo muito curto, quanto mais você puder se apresentar ao cidadão e dizer das suas intenções, melhor;, disse a ex-distrital.

Ela classificou como natural o clima amistoso entre os nomes de oposição ao atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB). ;Em razão de o atual governador ter uma grande rejeição, é natural que os candidatos se concentrem nos problemas que são colocados hoje pela população e queiram debater isso. Fica parecendo que existe algum acerto, mas muito longe disso, cada um está com seus propósitos.;

Rollemberg discorda. Para ele, existe, sim, uma união entre os oponentes para desestabilizá-lo nos debates. ;Ficou claro para a população que há um consórcio do passado, combinado e dividido, que assusta as pessoas sérias e que fez o ex-candidato Jofran Frejat (PR) sair, porque ele percebeu que podia manchar a biografia dele;, argumentou. Por outro lado, ele acredita que o momento de encontro com os concorrentes serviu para que ele conseguisse mostrar o legado do mandato como governador.

Sobre o embate que com Rodrigo Rollemberg, Rogério Rosso (PSD) insistiu que o chefe do Executivo não fez as contas certas. ;Não gosto de gente que mente;, atacou. Ele, no entanto, faz boas avaliações sobre a repercussão do programa. ;A população teve oportunidade de saber quem está fingindo e quem não está, além de conhecer as propostas de cada um;, destacou.

Fraga avaliou a oportunidade como importante para que a população conheça as propostas dos candidatos. Ele frisou que os momentos de confronto fazem parte do jogo. ;Alguns conflitos são inevitáveis;, defendeu.

Poucas propostas
A abordagem de Fátima Sousa (PSol) aos eleitores ontem foi pautada principalmente pelo debate promovido pelo Correio. No SIA, ela perguntou a vários comerciantes se eles assistiram ao encontro e criticou promessas dos concorrentes: ;Eles subestimaram a inteligência do povo e da imprensa, que não aguentam mais propostas vazias;.

O advogado Ibaneis Rocha, candidato do MDB, destacou o alto nível do debate, mas frisou que candidatos focaram em ataques e deixaram as propostas de lado. ;Todos têm problemas com governos passados e acabam diminuindo a grandeza dos debates com esse tipo de atitude. Esse deveria ser um momento para apresentar propostas;, comentou.

O candidato do PT, Júlio Miragaya, tem opinião semelhante. Para ele, a população quer ouvir propostas. ;Boa parte do debate girou em torno de denúncias e ataques. Acho que o melhor seria ter um choque de propostas;, avalia. O petista faz uma autocrítica e diz que também se viu tendo que se comportar assim. ;Eu mesmo tive que entrar nisso, porque você é puxado nas perguntas e não tem como sair. Eu queria ter feito mais proposições, mas, de qualquer forma, o debate é sempre válido.;

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